Pode uma garrafinha de alumínio, criada para matar a sede de esportistas, virar objeto de culto e ter sua marca associada aos universos da moda e do marketing? Pode, desde que leve a assinatura da Sigg Switzerland e tenha como parceiros equipes de Fórmula 1 e grifes de luxo. Evolução do velho cantil militar, a garrafa da suíça Sigg é leve, bonita e não pega gosto. Mais do que isso, porém, o que faz sua fama é uma abordagem inspirada na Swatch, sua conterrânea fabricante de relógios. Em ambos os casos, a estratégia é replicar um produto simples em um sem número de cores e desenhos para as pessoas colecionarem. Ok, uma garrafa não é ?sexy? como um relógio. Mas as imagens de pilotos da McLaren e da Williams circulando pelos boxes da F-1 com uma Sigg na mão ajudam a criar uma certa mística. Nos últimos anos, os suíços transformaram sua garrafa em veículo para marketing. Edições personalizadas foram usadas como brindes em eventos como um lançamento mundial da Audi ou um torneio de snowboard da Red Bull nos Alpes. Licenciamento é outro foco, e seus produtos são estampados, por exemplo, com personagens Disney. Tudo somado, o faturamento da Sigg é de 20 milhões de euros e cresce 30% ao ano.

Desde o início do mês, a Sigg é representada no Brasil pela Porfírio, companhia do empresário alemão Claus Reinhardt, que já presidiu a Hugo Boss no País e hoje representa marcas brasileiras no exterior e grifes estrangeiras no Brasil. Sua prioridade é explorar o rico filão das academias sem perder de vista as possibilidades no mercado fashion com produtos como uma garrafa com cinto de couro Louis Vuitton. E os licenciamentos. ?Usar a marca Xuxa seria maravilhoso?, imagina Reinhardt. A meta para este ano é vender 50 mil garrafas, chegando a 500 mil em cinco anos.