21/07/2001 - 7:00
O nome Westdeutsche Landesbank Girozentrale não significa nada para a quase totalidade dos brasileiros. Mas um pequeno grupo de pessoas físicas abonadas e empresas de grande porte sabe o que esse aparente palavrão designa: WestLB, quarto maior banco da Alemanha, presente em 37 países do mundo e afinado com os ricos (mas muito ricos, mesmo) de cada um deles. Esse banco tão discreto, no Brasil, tem hoje uma subsidiária que atende basicamente empresas. Mas agora quer atrair os investimentos dos endinheirados da elite nacional. Três de seus fundos, abertos apenas para cotistas capazes de bancar aplicações mínimas de R$ 500 mil, começarão a ser vendidos aqui por meio de distribuidores independentes ? empresas que têm na carteira clientes que poderiam estar no private banking de qualquer grande banco, mas que preferem um tratamento mais exclusivo. O primeiro contrato de distribuição está pronto para ser assinado com a Capital, de Fernando Ganme, especializada em investir uma parcela do patrimônio de seus clientes em aplicações de risco. Um segundo acordo está perto de ser concluído com a Reliance, de Marcelo Steuer e sócios, a maior empresa do ramo no País.
O movimento do WestLB para ganhar novos canais de distribuição indica um esforço para aprofundar sua estratégia, mas não uma mudança de rota. As aplicações que estarão à disposição dos clientes da Capital e da Reliance são sofisticadas, diferentes do feijão-com-arroz dos tradicionais DI. A estrela é um fundo que promete dar 10% acima da valorização da bolsa. Para isso, tem liberdade até para operar vendido, apostando na queda do mercado ? o que é uma prática mais do que incomum no Brasil. Os acordos com empresas de asset alocation (consultorias de investimentos pessoais) caem como uma luva para a venda de produtos assim. Elas exigem que o investidor tenha, além de muito capital, uma capacidade afiada para compreender operações complicadas. Peneirar as melhores carteiras do mercado e indicar para os clientes certos é justamente o negócio dos distribuidores. Os fundos do WestLB já têm histórico a mostrar. Os de renda fixa e dólar, pelo menos, têm freqüentado o topo dos rankings de rentabilidade.