05/11/2014 - 16:40
A Motorola deixou de ser oficialmente uma empresa do Google na quinta-feira, 30 de outubro, e passou para os domínios da Lenovo. A finalização da compra de US$ 2,9 bilhões mudou radicalmente a rotina de Rick Osterloh, CEO da Motorola. Agora, ele precisa se reportar para os chineses com muito mais frequência do que fazia na época em que a empresa pertencia ao famoso site de buscas. “Recentemente tivemos dois encontros por semana, mas agora esse número vai aumentar”, afirmou o executivo durante o lançamento do Moto Maxx, celular de topo de linha da Motorola, no Brasil. “Eu quase não me encontrava com os executivos do Google. Éramos bem independentes.”
O aperto na rédea, no entanto, deixa Osterloh satisfeito. “Isso só mostra que somos vitais para a estratégia da Lenovo. Para o Google não tínhamos a mesma importância”, diz. Segundo ele, agora a empresa está recebendo toda a atenção necessária para crescer no mercado de smartphones.
Com as vendas combinadas, Lenovo e Motorola ocupam a terceira posição em vendas de celulares inteligentes no mundo. Enquanto fazia parte do Google, a empresa não operava na Ásia, região onde o buscador tem menor poderio em negócios. Agora, pode contar com a força da Lenovo, que tem vendas altas na região, tanto em celulares, quanto em computadores. “Ganhamos também em escala. Ao lado da Lenovo podemos oferecer melhores preços”, afirma o executivo. “Além de mais acesso à inovação tecnológica.”
As estruturas da Motorola devem ser mantidas, mesmo sob o comando da Lenovo. Segundo Osterloh, a marca da empresa não irá mudar e a estratégia continua sendo a de uma família com poucos celulares inteligentes.
