O ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró foi vaiado e  xingado de “bandido” e “ladrão” por passageiros do voo da Gol que o  trouxe de Curitiba para o Rio nesta sexta-feira, dia 24.

Cerveró  estava preso havia um ano e meio na capital do Paraná por conta da  operação Lava Jato. Ele ficará de tornozeleira eletrônica em uma  residência em Petrópolis, na Região Serrana do Estado do Rio, como parte  do seu acordo de delação.

O ex-diretor aterrissou no  Aeroporto Internacional do Galeão por volta das 12h e deixou a pista de  pouso num veículo da Polícia Federal que o esperava. Ele será escoltado  até Petrópolis. Cerveró não passou, portanto, pela área de desembarque  do aeroporto, onde era aguardado por diversas equipes de reportagem.

A  professora Benely dos Santos, de 56 anos, que estava no mesmo voo,  contou que os passageiros tomaram conhecimento da presença de Cerveró na  aeronave ainda em Curitiba por conta da movimentação de jornalistas no  aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana  da capital do Paraná.

Os passageiros se mantiveram em  silêncio até a aterrissagem no Rio. “Quando pousamos o pessoal não se  conteve. Começou a fotografar e a gritar ‘bandido!’, “ladrão!’. É uma  revolta com a impunidade. Ele fez o que fez e volta ao Rio com  privilégios. Tinha que encarar a sociedade e devolver tudo o que  roubou”, disse.