Oito dos sobreviventes tunisianos do naufrágio de um barco que tentava chegar clandestinamente à Itália no dia 11 de fevereiro, e que deixou cinco mortos e 30 desaparecidos, acusaram nesta segunda-feira a Guarda Costeira da Tunísia de ter provocado “deliberadamente” o naufrágio do navio.

“Nos aproximávamos da costa italiana após 12 horas a bordo (…) quando um barco da Guarda Costeira ordenou que parássemos os motores”, explicou à AFP um dos 8 sobreviventes do naufrágio, Ziad Ben Abdaala, de 23 anos. Seu testemunho foi confirmado pelos outros sete sobreviventes.

O barco da Guarda Costeira “colocou-se em posição paralela ao nosso e se afastou cerca de 700 metros”, antes de arremeter “e partir nosso barco em dois”.

Logo após o incidente, os imigrantes viram um helicóptero italiano sobrevoar o local e a chegada de um segundo barco da Guarda Costeira da Tunísia.

“Neste momento, os membros da Guarda Costeira mostraram que tentavam nos ajudar”, denunciou Ziad, que também criticou o tratamento dado por eles aos sobreviventes, “deixando-os encharcados no barco e não dando mais do que um pedaço de pão, e nem mesmo para todo o mundo”, acrescentou outro sobrevivente, Fares Ben Yahyaten, um desempregado de 21 anos.

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