15/03/2006 - 7:00
Você tem um plano de previdência privada? Se tem, saiba que não basta deitar-se à sombra e ver os números se multiplicarem. O risco de perder dinheiro é grande. Como qualquer outra aplicação financeira, a previdência requer acompanhamento constante e pode exigir até uma mudança de rumo. De acordo com a evolução dos principais indicadores da economia, alguns tipos de ativos podem ser favorecidos em detrimento de outros. O início de 2006 pode ser um desses momentos em que é preciso rever a estratégia. Hoje, a maior parte dos recursos da previdência estão aplicados em fundos de renda fixa. Porém, se as perspectivas de redução da taxa de juros e alta na Bolsa de Valores se confirmarem, a tendência é de queda na rentabilidade dos fundos de renda fixa. Nesse ritmo, o novo cenário pode favorecer fundos mais arriscados, que aplicam em renda variável.
?É provável que, num ambiente de juros mais baixos, aumente a procura por fundos mais balanceados, que incluem ativos de risco mais alto?, diz Juvêncio Braga, diretor da Caixa Vida e Previdência. A carteira de previdência da Caixa ainda é majoritariamente conservadora, com 76% dos recursos aplicados na renda fixa, mas, para Juvêncio, tal distribuição pode mudar a partir das novas captações. A opção por fundos mais arriscados, contudo, não é exclusiva de quem começará a investir em previdência. Uma das grandes vantagens dos planos privados em relação aos fundos tradicionais é a chamada portabilidade. Ou seja, a chance de migrar os recursos entre diferentes fundos sem o ônus do imposto de renda.
Risco recompensado
Ganhos dos fundos de previdência em 2005:
Tipo de fundo
Rentabilidade
Balanceados 18,6%
Multimercado RV* 18,2%
Renda fixa 17,1%
DI 16,8%
Multimercado 15,0%
Cambial 12,2%
* Renda variável
Fonte: Assoc. Nacional dos Bancos
de Investimento