Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) defende acelerar o esclarecimento de referências a ministros no caso Banco Master, diante da possibilidade de processos de impeachment no Senado a partir de 2027. A expectativa, porém, é que o relatório da Polícia Federal seja entregue somente após o segundo turno presidencial.

A avaliação desse grupo é que concluir as apurações até dezembro reduziria a pressão sobre integrantes da Corte. Parte dos senadores eleitos defende o afastamento de ministros por supostas irregularidades relacionadas ao caso.

Fachin pede relatório detalhado à PF

Em reunião com a cúpula da Polícia Federal, o presidente do STF, Edson Fachin, pediu um relatório minucioso sobre as referências a ministros no material relacionado a Daniel Vorcaro.

A solicitação foi para que o documento apresentasse os detalhes encontrados, sem juízo de valor.

A entrega é esperada após a votação presidencial, a partir de 26 de outubro. Fachin deve então solicitar manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre a existência de elementos para abrir investigação.

O encaminhamento previsto é levar a discussão ao Plenário do Supremo.

Debate anterior terminou sem decisão

O tema foi discutido pelo tribunal em 15 de setembro, mas não houve conclusão. A sessão teve divergências e acusações entre ministros, conforme o relato apresentado no material.

O exame foi interrompido por um pedido de vista de Flávio Dino. A expectativa interna descrita é de nova dificuldade para formar uma posição quando o assunto retornar ao Plenário.

Dino defendeu a investigação de todos os integrantes da Corte citados no caso. Entre os nomes mencionados estariam Alexandre de Moraes e André Mendonça. O relato inclui Gilmar Mendes e Luiz Fux, além de Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.

A presença de referências a esses ministros não significa que tenham cometido crimes ou outras irregularidades.

Prazo até dezembro limita conclusão das apurações

Caso seja aberto um inquérito, a investigação poderá exigir depoimentos e produção de provas, prolongando a apuração por meses.

Com o recesso do STF previsto para começar em 20 de dezembro, o intervalo disponível torna incerta uma conclusão ainda neste ano.

Outro cenário considerado é o reconhecimento de ausência de elementos suficientes para justificar a abertura de investigação. Nessa hipótese, os indícios poderiam ser arquivados.

Esse desfecho, contudo, não asseguraria o encerramento da pressão política no Senado. A definição dos próximos passos depende da entrega do relatório da PF e da avaliação do material pela Corte.

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