14/10/2026 - 17:10
Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) defende acelerar o esclarecimento de referências a ministros no caso Banco Master, diante da possibilidade de processos de impeachment no Senado a partir de 2027. A expectativa, porém, é que o relatório da Polícia Federal seja entregue somente após o segundo turno presidencial.
A avaliação desse grupo é que concluir as apurações até dezembro reduziria a pressão sobre integrantes da Corte. Parte dos senadores eleitos defende o afastamento de ministros por supostas irregularidades relacionadas ao caso.
Fachin pede relatório detalhado à PF
Em reunião com a cúpula da Polícia Federal, o presidente do STF, Edson Fachin, pediu um relatório minucioso sobre as referências a ministros no material relacionado a Daniel Vorcaro.
A solicitação foi para que o documento apresentasse os detalhes encontrados, sem juízo de valor.
A entrega é esperada após a votação presidencial, a partir de 26 de outubro. Fachin deve então solicitar manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre a existência de elementos para abrir investigação.
O encaminhamento previsto é levar a discussão ao Plenário do Supremo.
Debate anterior terminou sem decisão
O tema foi discutido pelo tribunal em 15 de setembro, mas não houve conclusão. A sessão teve divergências e acusações entre ministros, conforme o relato apresentado no material.
O exame foi interrompido por um pedido de vista de Flávio Dino. A expectativa interna descrita é de nova dificuldade para formar uma posição quando o assunto retornar ao Plenário.
Dino defendeu a investigação de todos os integrantes da Corte citados no caso. Entre os nomes mencionados estariam Alexandre de Moraes e André Mendonça. O relato inclui Gilmar Mendes e Luiz Fux, além de Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.
A presença de referências a esses ministros não significa que tenham cometido crimes ou outras irregularidades.
Prazo até dezembro limita conclusão das apurações
Caso seja aberto um inquérito, a investigação poderá exigir depoimentos e produção de provas, prolongando a apuração por meses.
Com o recesso do STF previsto para começar em 20 de dezembro, o intervalo disponível torna incerta uma conclusão ainda neste ano.
Outro cenário considerado é o reconhecimento de ausência de elementos suficientes para justificar a abertura de investigação. Nessa hipótese, os indícios poderiam ser arquivados.
Esse desfecho, contudo, não asseguraria o encerramento da pressão política no Senado. A definição dos próximos passos depende da entrega do relatório da PF e da avaliação do material pela Corte.
Leia mais
CPI forte pressiona Fed e amplia apostas de alta dos juros nos EUA
“Não existe isso de acabar com o Bolsa Família”, diz Flávio Bolsonaro
Anduril pode valer US$ 90 bilhões em venda de ações de funcionários
CAOA Chery Tiggo 9 chega com sete lugares, tração integral e preços a partir de R$ 249.990
