13/11/2010 - 2:05
O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, considerou neste sábado que os Estados Unidos quiseram avançar “muito rápido”, na reunião de cúpula do G20, com suas propostas de corrigir o desequilíbrio comercial, num momento em que os demais países esperam um trabalho mais coletivo.
O presidente americano Barack Obama foi minoria no encontro de potências industrializadas e emergentes em Seul, durante a qual vários de seus parceiros, entre eles China e Alemanha, negaram-se a assumir um compromisso de redução de seus colossais excedentes em conta corrente, como pretendia Washington.
“Em minha opinião, os Estados Unidos tentaram ir com muita sede ao pote, num momento em que a base da cooperação já não é tão firme como o foi durante a crise” financeira de 2008-2009, declarou Strauss-Kahn à AFP, paralelamente à cúpula do Foro de Cooperação Econômica Ásia Pacífico (APEC) realizado até domingo em Yokohama (sul de Tóquio).
“Houve uma reação, não tanto contra o argumento usado pelos Estados Unidos, mas para indicar que agora tudo será mais complicado” sem uma decisão coletiva, destacou.
Segundo Strauss-Kahn, será necessária a realização de “duas, três, quatro reuniões do G20 para criar esse sentimento de que o mundo precisa partir para um trabalho coletivo” entre as 20 maiores economias do planeta.
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