Quem joga golfe tem no americano Tiger Woods o modelo a ser copiado. Talentoso, o jogador é o Pelé na sua área. Ganha títulos em seqüência e tem à disposição muita tecnologia. Algo que diferencia o golfe do resto dos esportes. Há tanta demanda por novidades que a cada mês surgem nas lojas especializadas vários produtos que ajudam os menos afortunados a se aproximar da sofisticação técnica de Woods, que também expolora as oportunidades nessa área com sua própria grife. Só nos EUA existem 36,7 milhões de praticantes e outros 15 milhões no Japão e 2,5 milhões na Europa. Somente a venda de bolas de golfe movimenta US$ 2 bilhões por ano. É uma média de 650 milhões de unidades comercializadas anualmente. ?É o esporte no qual as pessoas pagam para ter tecnologia de ponta?, afirmou
à DINHEIRO Steve Harari, presidente da Radar Golf.

Harari desenvolveu um sistema batizado de Radar Balls, que faz rastreamento de bolas perdidas no campo. ?Reduzimos o tempo da procura em grandes espaços abertos?, diz. A bola da Radar Golf traz dentro de si um chip do tamanho de um grão de arroz que emite um sinal reconhecível por um aparelho de mão, do tamanho de um controle remoto. medida que o jogador se aproxima da bola cresce a intensidade do sinal sonoro. Em média, a cada jogo são perdidas quatro bolas. Dessas apenas uma é recuperável. Harari espera vender até o início do próximo ano 300 mil bolas. Cada uma custará US$ 8 contra os US$ 2 de uma bola convencional.

As novidades se espalham em outros pontos. Uma dessas inovações é um taco
cujo peso da ponta pode ser redistribuído de outras seis maneiras, modificando quatro pequenos parafusos removíveis e de diferentes pesos, a fim de encontrar a melhor gramatura para cada tacada. Vendido por US$ 600, quase três vezes mais que outros modelos, o Taylormade R7 foi eleito este ano como o melhor taco no campeonato europeu. A Rocky Research coloca no mercado, por US$ 100, o Hot Biscuits, aparelho que acoplado ao acendedor dos carros aquece até 12 bolas. Segundo a empresa, o núcleo de uma bola aquecido faz com que ela percorra uma distância maior do que uma bola, digamos, gelada.

Há também o Sweet-Spot Finder, produto que encontra o verdadeiro eixo gravitacional da bola. O aparelho, de US$ 25, todo em plástico e que funciona
com pilhas, rotaciona em alta velocidade uma bola (10 mil rotações por minuto) por 15 segundos até achar seu eixo. Com um marcador especial, o golfista traça uma linha por esse eixo, para se basear em sua próxima tacada e garantir uma melhor jogada. O objetivo de tanta tecnologia é uma só: aproximar mais os jogadores comuns de gênios como Tiger Woods. A questão é que essa missão é inglória
porque, como Pelé, Tiger Woods é único.