Extremistas talibãs condenaram a morte de um detento afegão na prisão de Guantánamo como uma “indicação clara” das violações americanas aos direitos humanos e do “comportamento brutal”, informou o grupo de monitoramento americano SITE neste sábado.

Awal Gul, detido em Guantánamo há aproximadamente nove anos por supostas ligações com o Talibã e a Al-Qaeda, morreu na terça-feira de “aparentes causas naturais” após praticar exercícios físicos em um aparelho, informou o Pentágono nesta semana.

Em um comunicado divulgado em seu site em pashto na sexta-feira e em inglês neste sábado, o Talibã afegão afirmou que Gul era “um comandante eminente” e disse que a culpa por sua morte era da “bestialidade dos governantes americanos”, de acordo com o SITE.

Os talibãs denunciaram a existência de Guantánamo, mais de um ano após o prazo prometido pelo presidente Barack Obama para fechar a prisaõ onde 173 suspeitos de “guera ao terror” aguardam sem acusação ou julgamento.

A administração Obama tem enfrentado uma série de obstáculos legais e políticos para cumprir o prometido, e o prazo para fechar a prisão foi adiado indefinidamente.

A morte de Gul “é um claro indicador de violação americana de todos os acordos e convênios nacionais e internacionais, e retrata seu comportamento brutal com os detidos nesta prisão ilegítima”, acrescentou o Talibã.

Ele também instou os EUA a parar de “torturar” os prisioneiros de Guantánamo e “acabar com a violação de seus direitos humanos”.

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