30/07/2015 - 17:22
As taxas de juros negociadas no mercado futuro da BM&F terminaram o dia em baixa nesta quinta-feira, 30, um dia depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter elevado a taxa Selic de 13,75% para 14,25%. O ajuste para baixo foi determinado pela sinalização do comitê de que o ajuste de 0,50 ponto porcentual na taxa será o último do atual ciclo de aperto monetário.
As taxas recuaram principalmente nos vencimentos intermediários e longos, com os investidores já buscando prever quando a autoridade monetária começará a cortar a taxa básica. As taxas mais curtas cederam menos, demonstrando ainda reservar um prêmio de risco diante das incertezas no cenário doméstico. A taxa do DI para janeiro de 2017 fechou em 13,52%, contra 13,84% do ajuste de quarta-feira. O vencimento para janeiro de 2016 terminou o dia em 14,18%, frente os 14,29% anteriores. Já o DI de janeiro de 2021 recuou para 12,85%, abaixo dos 13,04% anteriores.
Um dos destaques do dia foi a divulgação do IGP-M de julho, que apontou aceleração da inflação para 0,69%, contra 0,67% de junho. O resultado do IGP-M de julho ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, entre 0,68% a 0,83%. A mediana era de 0,75%. O resultado não chegou a fazer preço no mercado futuro de juros, mas os investidores devem continuar a acompanhar de perto a variação do indicador. Após o encerramento dos negócios no horário regular, o Tesouro Nacional anunciou que o governo central teve déficit primário de R$ 8,205 bilhões em junho, menor resultado desde 1997.