11/09/2015 - 16:46
Embora o dólar tenha subido no Brasil, o movimento não foi suficiente para conduzir um avanço das taxas dos contratos futuros de juros nesta sexta-feira, 11, mesmo com as preocupações com a inflação. Num ambiente de giro limitado e de acomodação de posições, após a turbulência de quarta e quinta-feira, em função do rebaixamento do Brasil pela Standard & Poor’s (S&P), as taxas futuras tiveram leves quedas.
Ao fim da sessão regular, a taxa do DI para janeiro de 2016 fechou nos 14,460%, ante 14,50% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2017 marcou 15,15%, ante 15,28%, enquanto o DI para janeiro de 2019 indicou 15,22%, ante 15,27%. Na ponta longa, o contrato para janeiro de 2021 marcou 15,11%, ante 15,15%. Já o dólar à vista de balcão subiu 0,44%, aos R$ 3,8790.
No geral, o mercado de juros aguarda agora para saber se o governo conseguirá agir a tempo de evitar que a Fitch – que classifica o Brasil dois níveis acima do grau ‘junk’ – e, principalmente, a Moody’s, na qual a nota brasileira já está à beira do patamar especulativo, cortem o rating do Brasil. Sobre isso, aliás, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Edinho Silva, disse nesta tarde que as primeiras medidas de redução de gastos serão apresentadas na próxima semana. Ontem, o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), havia dito que os primeiros cortes seriam conhecidos hoje, o que criou alguma expectativa nos agentes.
O destaque de hoje foi para notícias de que o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, poderia ser substituído – informação negada posteriormente pelo Palácio do Planalto. E que a Polícia Federal pediu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja ouvido no âmbito da investigação da Lava Jato.