As taxas do Tesouro Direto registram alta nesta terça-feira (22), interrompendo cinco pregões consecutivos de queda. O movimento ocorre após a divulgação da ata da última reunião do Copom, que reduziu a Selic para 13,75% ao ano, e se contrapõe às tendências do exterior, onde os preços do petróleo e os rendimentos dos Treasuries apresentam recuo.

O que aconteceu

  • As taxas do Tesouro Direto sobem nesta terça-feira, revertendo uma sequência de cinco pregões de queda.
  • O Banco Central divulgou a ata do Copom, que reduziu a Selic para 13,75% ao ano.
  • Analistas de mercado observam a discussão aberta sobre os próximos passos da política monetária.

Entre os títulos prefixados, o Tesouro Prefixado 2032 subiu de 14,07% no fechamento de segunda-feira para 14,12% nesta manhã. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 avançou de 14,11% para 14,15%, e o Prefixado 2029 foi de 13,75% para 13,78%.

Nos títulos de inflação, o IPCA+ 2040 teve a maior alta, passando de 7,31% para 7,35%. O IPCA+ com Juros Semestrais 2060 subiu de 7,21% para 7,24%, e o IPCA+ 2050 avançou de 7,18% para 7,21%.

O que a ata do Copom revela?

Segundo a ata, divulgada às 8h, o Banco Central (BC) reconheceu que as evidências de transmissão da política monetária restritiva para a atividade econômica “têm se acumulado gradualmente”. A leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre confirmou desaceleração mais intensa nas atividades e nos componentes de demanda mais sensíveis ao ciclo econômico. O comitê também identificou melhora no quadro inflacionário corrente, mas sem impacto positivo nas projeções para a inflação.

O time de macroeconomia do Itaú BBA, chefiado pelo ex-diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, observa que “O documento mantém em aberto a discussão sobre os próximos passos da política monetária e não oferece sinais mais claros sobre a trajetória futura da taxa de juros”.

Esta redação levou o JPMorgan a manter sua previsão de que o Copom optará por não realizar mais cortes este ano. “Continuamos esperando que o Banco Central interrompa o ciclo de flexibilização na próxima reunião e mantenha a taxa básica de juros em 13,75% até o final do ano”, afirma o banco.

Cenário global e indicadores econômicos

No exterior, o petróleo segue em queda, sustentado pela recuperação das exportações sauditas a 4 milhões de barris por dia em setembro, ante 2,4 milhões em agosto. Os rendimentos dos Treasuries também recuam, dando continuidade ao alívio que se seguiu à decisão do Federal Reserve de elevar os juros americanos na semana passada.

Também nesta terça-feira, o Ministério da Fazenda divulga o Boletim Macrofiscal. Este relatório bimestral contém projeções de curto e médio prazo para atividade e inflação, utilizadas no processo orçamentário, além de análises sobre a conjuntura macroeconômica e fiscal.

Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h25min desta terça-feira (22):

TítuloRendimento AnualVencimento
Tesouro Reserva 2036SELIC01/01/2036
Tesouro Selic 2031SELIC + 0,0738%01/03/2031
Tesouro Prefixado 202913,78%01/01/2029
Tesouro Prefixado 203214,12%01/01/2032
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203714,15%01/01/2037
Tesouro IPCA+ 2032IPCA + 7,63%15/08/2032
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037IPCA + 7,55%15/05/2037
Tesouro IPCA+ 2040IPCA + 7,35%15/08/2040
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045IPCA + 7,37%15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050IPCA + 7,21%15/08/2050
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060IPCA + 7,24%15/08/2060

 

Leia mais

Nova York protesta contra “interferência” em eleições do Brasil

Zelensky e Trump negociam trégua energética

Dólar hoje opera em alta com repercussão de ata do Copom

Toyota RAV4 ganha versão híbrida PHEV de 329 cv por R$ 399.990; veja detalhes e equipamentos