29/03/2011 - 0:34
O preço do petróleo subiu nesta terça-feira em Nova York, com o barril de referência em alta de 81 centavos, a 104,79 dólares, colocando fim a uma série de três baixas consecutivas, em momentos de incerteza sobre a capacidade da Líbia de reiniciar suas exportações petroleiras.
No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em maio fechou em 104,79 dólares, um aumento de 81 centavos em relação ao dia anterior.
“Os investidores querem saber como vão terminar os acontecimentos na Líbia e quando o mercado de petróleo líbio vai voltar. Porque ainda há questões sobre quem vai produzir, quem vai vender e quem comprará”, explicou Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.
O avanço dos rebeldes na Líbia deu esperanças aos investidores de ver retomadas as exportações de petróleo. Os portos petroleiros de Brega e Ras Lanuf voltaram às mãos dos opositores ao coronel Kadhafi.
Na segunda-feira, a oposição disse que projetava exportar petróleo em “menos de uma semana” e que o órgão político que a representa tinha assinado recentemente um acordo com o Qatar, delegando ao país a comercialização de petróleo.
Antes dos protestos, a Líbia produzia 1,6 milhão de barris de petróleo diários e exportava 1,3 milhão.
“O barril caiu até os 102,70 dólares por uma razão muito simples”: um fortalecimento do dólar e o avanço dos rebeldes, afirmou Rich Ilczyszyn, da Lind-Waldock.
A cotação do barril tinha caído nos três últimos dias depois de um pico perto dos 107 dólares, e continuou essa tendência até o meio-dia em Nova York.
Mas a situação continuava tensa na Líbia. A leste, depois de ter progredido rapidamente nos últimos dias, os rebeldes queriam tomar Syrte, a cidade natal de Muamar Kadhafi, mas retrocederam por conta da oposição das forças do regime a mais de uma centena de quilômetros de seu alvo, segundo jornalistas da AFP.
“Vai ser uma saga interminável, e não acredito que as coisas estejam bem na Síria, nem que vamos deixar de escutar falar da Al-Qaeda no Iêmen”, opinou Rich Ilczyszyn.
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