As taxas dos títulos prefixados do Tesouro Direto subiram na abertura desta quinta-feira (8), em meio ao avanço do petróleo e dos juros dos títulos públicos no exterior. Entre os papéis atrelados à inflação, o IPCA+ 2032 registrou queda, enquanto os vencimentos mais longos passaram a oferecer taxas maiores.

O Tesouro Prefixado 2029 teve o maior aumento entre os prefixados, chegando a 12,53% ao ano. O movimento devolveu parte da queda registrada na quarta-feira.

Taxas dos prefixados voltam a subir

O Tesouro Prefixado 2032 passou a pagar 12,83% ao ano. Já o Prefixado com Juros Semestrais 2037 atingiu 12,91%.

Os dois títulos voltaram a apresentar taxas superiores às do fechamento de segunda-feira, primeiro pregão após o primeiro turno das eleições. Apesar da recuperação parcial, o Prefixado 2032 ainda oferecia rendimento inferior ao registrado antes da votação.

A queda acumulada das taxas elevou o preço dos títulos, gerando ganhos com marcação a mercado para investidores que compraram nas máximas de rendimento do ano.

Tesouro IPCA+ apresenta movimento misto

O Tesouro IPCA+ 2032 recuou para a menor taxa desde o início de sua oferta, em fevereiro. O movimento contrastou com a alta dos rendimentos dos vencimentos mais longos.

Os títulos IPCA+ 2040 e IPCA+ 2050 passaram a oferecer taxas maiores do que no fechamento de quarta-feira.

Petróleo e juros americanos pressionam o mercado

No exterior, o petróleo Brent avançava após notícias sobre uma possível nova ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã. De acordo com a NBC News, Donald Trump e sua equipe de segurança nacional discutiram cenários que incluem a operação.

Os investidores acompanhavam ataques contra petroleiros no Estreito de Ormuz. O rendimento do Treasury de dez anos subia para perto da máxima desde 2002.

A ata da última reunião do Federal Reserve, divulgada na quarta-feira, indicou que a maioria dos dirigentes vê espaço para pelo menos mais uma alta dos juros neste ano.

Na Europa, os juros dos títulos franceses permaneciam próximos das máximas desde 2002, em meio a dúvidas sobre o cumprimento da meta de déficit prevista para 2027.

Pesquisa Datafolha concentra atenção no Brasil

No cenário doméstico, o mercado aguarda a primeira pesquisa Datafolha sobre o segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A campanha de Flávio negou que o candidato pretenda privatizar Banco do Brasil, Caixa e Petrobras. Classificou ainda como especulação a reportagem da Folha de S.Paulo sobre possíveis mudanças na correção dos benefícios previdenciários e dos pisos de saúde e educação.

A divulgação do levantamento ocorre após uma sessão de queda do Ibovespa e alta do dólar, enquanto os juros externos seguem pressionando o mercado nesta quinta-feira.

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