O programa Tesouro Direto registrou vendas líquidas de R$ 1,1 bilhão em setembro, o maior valor desde a criação do programa, em 2002. O balanço do programa no mês passado foi divulgado nesta sexta-feira, 23, pelo Tesouro Nacional.

Em setembro, foi registrado o maior número de operações de venda de títulos em um mês, 119.537 operações, uma alta de 5,8% em relação a agosto deste ano (112.993 operações) e de 275,4% em relação a setembro de 2014 (31.846 operações).

Também no mês passado, foram registradas 17.892 novas adesões ao programa, um aumento de 44,70% em relação a setembro de 2014, totalizando 570.058 investidores cadastrados. Outro recorde registrado pelo programa diz respeito ao número de novos investidores ativos, que alcançou 12.393, um crescimento de 321,8% em comparação ao mesmo período de 2014, totalizando 199.906 investidores com posição.

Títulos mais demandados

Com relação aos títulos mais demandados pelos investidores, em primeiro lugar aparecem os indexados ao IPCA (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com juros semestrais), cuja participação nas vendas atingiu 49,6%. Os títulos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com juros semestrais) corresponderam a 26,3% do total e os indexados à Selic (Tesouro Selic), 24,1%.

Em relação ao prazo de emissão, 15,3% das vendas do Tesouro Direto em setembro foram de títulos com vencimentos acima de 10 anos. As vendas de títulos com prazo entre cinco e 10 anos totalizaram 42,9% e as com prazo entre um e cinco anos, 1,8% do total.

O Tesouro destaca ainda a utilização do programa por pequenos investidores. Em setembro, o número de vendas de até R$ 5 mil correspondeu a 66,5% do total. O valor médio das operações no mês foi de R$ 12,699 mil.

Estoque

O estoque das operações do Tesouro Direto somou R$ 21,88 bilhões, uma alta de 6,2% em relação ao mês anterior e de 53,2% ante setembro de 2014.

Os títulos remunerados por índices de preços são os de maior volume no estoque, alcançando 60,2%. Em seguida, aparecem os títulos prefixados, com 20,9%, e os títulos indexados à taxa Selic, com 19%.

Em relação ao prazo dos títulos que compõem o estoque, 3,1% dos títulos vencem em até um ano. A maior parte, 54,4%, é composta por papéis que vencem entre um e cinco anos. Outros 26,4% têm vencimento entre cinco e 10 anos, e 16,1%, com vencimento acima de 10 anos.