11/06/2026 - 7:00
O prazo de um investimento está diretamente ligado ao tempo necessário para alcançar um objetivo financeiro, seja ele de curto, médio ou longo prazo. Por isso, entender a duração do seu plano é essencial para escolher os ativos do Tesouro Direto mais adequados à sua carteira.
Ao alinhar corretamente os prazos dos investimentos com os objetivos, é possível potencializar os retornos e reduzir riscos. Além da data de vencimento dos títulos, fatores como liquidez, rentabilidade e tolerância ao risco também devem ser considerados. Vamos entender melhor como isso funciona.
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O que são investimentos de curto, médio e longo prazo
Segundo Marcos Piellusch, professor da FIA Business School, os prazos podem ser classificados da seguinte forma:
- Curto prazo (até 2 anos): foco em liquidez e segurança, ideal para reservas de emergência ou pequenas compras
- Médio prazo (entre 2 e 5 anos): busca preservar o poder de compra com alguma rentabilidade, indicado para metas como compra de carro, estudos ou entrada em imóvel.
- Longo prazo (acima de 5 anos): voltado para aposentadoria ou construção de patrimônio, com maior tolerância a oscilações de mercado
Otávio Araújo, Consultor Sênior da ZERO Markets, complementa que, no curto prazo, a prioridade deve ser a segurança e a liquidez, ou seja, a facilidade de transformar o investimento em dinheiro rapidamente, com baixo risco de perda.
Para o médio prazo, Araújo cita objetivos como entrada em imóvel, compra de carro ou pagamento de uma pós-graduação. Nessa fase, é possível assumir um pouco mais de risco em busca de rentabilidade superior, sem abrir mão de certa previsibilidade.
Já no longo prazo, o investidor pode diversificar mais, combinando ativos com maior volatilidade no curto prazo em troca de ganhos mais expressivos no futuro.
Como usar o Tesouro Direto para cada prazo
Com base nas características de cada prazo, diferentes títulos do Tesouro Direto — que são investimentos de renda fixa em títulos públicos — se encaixam melhor em cada perfil.
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O professor da FIA Business School aponta o Tesouro Selic (LFT) como uma das opções no curto prazo, já que conta com liquidez diária e baixa volatilidade, o que é ideal para reserva de emergência. Recentemente, o TD também lançou o Tesouro Reserva, investimento em 24/7 e investimento mínimo de R$ 1.
No médio prazo, Caio Tonet, Diretor Institucional da W1 Inc., destaca o apetite maior pela volatilidade. “A gente tem um pouco mais de tempo. Então a gente pode utilizar uma LTN ou uma NTN-B, ou seja, um Tesouro Prefixado ou um IPCA+, que podem ser bem vantajosos nesse prazo”.
Otávio Araújo aponta que o Prefixado pode trazer uma rentabilidade mais interessante se o investidor acredita que os juros futuros vão cair. Já o Tesouro IPCA+ oferece proteção contra a inflação somado a uma taxa fixa.
No longo prazo, Piellusch afirma que os títulos ligados ao índice de inflação, o IPCA, protegem o dinheiro do aumento dos preços, e gera um rendimento adicional durante o tempo.
Por isso, títulos longos de Tesouro IPCA+, o Renda+ e o Educa+, quando para seus objetivos específicos, são citados. No caso do Tesouro Renda+, o título paga renda mensal durante 20 anos, pensando em aposentadoria. Já o Tesouro Educa+ paga mensalmente durante 5 anos, direcionado para tempos de estudos.
“No longo prazo, a gente vai optar pelas NTN-B, seja as que não pagam juros ou a NTN-B com juros semestrais, a depender da sua estratégia. Essas duas podem ser mais interessantes para o longo prazo com vencimentos bem longos até 2035 ou 2055. Como elas pagam uma taxa que é sempre vinculada à inflação, ou seja, a inflação mais uma taxa, a gente sabe que o poder de compra do investidor está sendo mantido, e ele está conseguindo perpetuar e fazer crescer esse patrimônio em todos os próximos anos”, ressalta Caio Tonet.
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