A TGBC suspendeu a construção do gasoduto Brasil Central. A decisão foi tomada porque apenas a Gás Brasiliano – empresa pertencente à Petrobras – manifestou interesse na capacidade do duto, mas a proposta foi considerada inviável. O cancelamento será oficializado nesta quinta-feira, 29, com a publicação no Diário Oficial da União.

Com 903 quilômetros de extensão, o projeto visava conectar São Carlos (SP) a Brasília (DF), passando pelo Triângulo Mineiro. O empreendimento vinha sendo projetado há anos e já tinha a licença do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) e a autorização da ANP (Agência Nacional de Petróleo) para comercializar o transporte do gás.

A fábrica de amônia da Petrobras, em Uberaba (MG), seria o maior cliente, mas isso até o governo mineiro anunciar a construção de um gasoduto próprio entre Betim e o Triângulo Mineiro para suprir a unidade. O anúncio foi feito em novembro do ano passado e o investimento a ser feito é de US$ 900 milhões (quase 2 bilhões de reais), devendo a obra estar concluída em 2016.

Já o Gasoduto do Brasil Central estava orçado em US$ 1 bilhão e seria financiado com recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um fundo financiado com encargos setoriais pagos pelas empresas distribuidoras de energia. Ele passaria por 38 municípios, 17 deles em Goiás -estado onde está instalada a TGBC, e transportaria 5,5 milhões de metros cúbicos de gás/dia.

O valor pedido pela Gás Brasiliano para fazer o gasoduto não foi divulgado. Antes de decidir pelo fim do empreendimento, a companhia goiana chegou a estudar a possibilidade de se reduzir o trajeto da tubulação, mas ainda assim não teria conseguido viabilizar o empreendimento. De acordo com a direção da TGBC, os volumes solicitados não atenderam ao que estava previsto no edital.

Adiado

A empresa garante que ainda não desistiu totalmente do gasoduto, que pode retornar no futuro ainda que sem qualquer previsão. Pelo projeto, a distribuição do gás se daria através de parceiros como a Goiasgás, empresa de economia mista da qual fazem parte também a Petrobras, a própria TGBC e outros acionistas menores.