Lançado em novembro de 2020, o Pix não demorou para tornar-se o principal método de pagamento no Brasil. Em 2021, no seu primeiro ano de funcionamento com 12 meses consecutivos, movimentou R$ 5,21 trilhões. Em 2022, subiu para R$ 10,89 trilhões. Passou a R$ 17,12 trilhões em 2023. E alcançou R$ 26,46 trilhões em 2024, segundo o Banco Central (BC).

A expectativa é de que, em 2025, o sistema evolua ainda mais com a introdução de novas modalidades, como o Pix por aproximação, em vigor desde fevereiro. Ele possibilita ao usuário fazer pagamentos tanto com o aplicativo de uma instituição financeira quanto com uma carteira digital.

Segundo o BC, basta o cliente aproximar seu telefone celular do dispositivo do recebedor (a maquininha) para que a transação possa ser realizada via Pix, à semelhança do que já ocorre com os cartões de pagamento, usando a tecnologia NFC (sigla em inglês para comunicação de campo próximo). Prevê-se que essa ferramenta esteja disponível também offline (desconectada) em 2026.

“Com o Pix por aproximação, o tempo médio de transação cai cerca de 50%. Isso permite que o comerciante, em momentos de maior movimento, tenha uma produtividade maior no caixa e facilita também a vida do cliente final”, diz Cesar Searlini, diretor de tecnologia da Acqio, empresa de adquirência do Grupo Entre, comandado pelo empresário Antonio Carlos Freixo Junior. Em sua opinião, o Pix, que já era mais barato para o lojista, agora ficou tão prático quanto o pagamento por aproximação com o cartão.

“A expansão do Pix promete fortalecer ainda mais a inclusão financeira no país. É um exemplo claro de como soluções simples e acessíveis podem revolucionar a forma como lidamos com dinheiro, democratizando serviços financeiros em uma escala sem precedentes”, observa Leo Monte, presidente da CashWay, startup de tecnologia de banking as a service (BaaS).

O executivo da CashWay ressalta que a agilidade e a praticidade do Pix continuarão a atrair milhões de novos usuários, inclusive em áreas antes desassistidas pelo sistema bancário tradicional.

Lígia Lopes, sócia e diretora de operações da Teros, empresa especializada em automação inteligente de processos, acrescenta que o Brasil está liderando um movimento que vai além da transformação tecnológica.

“Estamos definindo novos padrões de inclusão financeira”, proclama Lígia. “O impacto dessas ferramentas, quando bem utilizadas, vai muito além das grandes cidades, alcançando comunidades onde serviços financeiros básicos ainda são inacessíveis.”

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Glossário

BaaS (banking as a service): é uma tecnologia que permite a empresas oferecer serviços financeiros sem serem instituições financeiras. É a denominação da plataforma que permite a qualquer empresa prestar serviços financeiros com a sua própria marca, utilizando a infraestrutura e as licenças de um provedor.

Empresa de adquirência: é responsável por intermediar os pagamentos realizados com cartões de crédito e débito. Também conhecida como credenciadora, faz a comunicação entre o comércio, as bandeiras de cartões e os bancos emissores.