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ALTA VELOCIDADE: empresários dizem que a ligação Rio-SP é viável

 

A crise aérea não só abriu a discussão em torno da privatização dos aeroportos, como também ressuscitou a idéia de um trem-bala para ligar as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. E há quem garanta que este projeto também é viável sem o dispêndio de recursos públicos. Há dois meses, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, tomou para si os estudos que vinham sendo tocados pela Valec, autarquia responsável pela engenharia das ferrovias brasileiras. O projeto, desenhado pela empresa italiana Italplan, é estimado em US$ 9 bilhões e, até o momento, a idéia é que ele seja totalmente financiado pela iniciativa privada. Por ordem da ministra, o BNDES entrou no jogo para fazer a avaliação técnica e financeira da obra. “Não quero um centavo dos cofres públicos para isso”, disse Dilma, segundo relato dos envolvidos na operação. O governo exibe cálculos de que o investimento teria seu retorno em 11 anos, pouco mais do que o projeto japonês Shinkansen, que levou sete anos para se pagar. Vai além, afirmando que grupos coreanos, alemães e franceses já teriam manifestado interesse no trem-bala, que faria o trecho Rio-São Paulo em 88 minutos. Do lado brasileiro, um consórcio estaria sendo formado pelas empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, em parceria com a italiana Impregilo. A tarifa estimada seria de US$ 50, mas Dilma ainda não se convenceu a lançar um edital.