A Nasa enviou, nesta sexta-feira (13), quatro astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), a última equipe encarregada de uma missão de pesquisa neste laboratório.

A decolagem partiu de Cabo Canaveral, na Flórida, às 5h15 locais (7h15 em Brasília) a bordo de um foguete SpaceX Falcon 9, segundo o vídeo da agência espacial dos Estados Unidos. A equipe deve chegar à ISS no sábado.

Os tripulantes são a francesa Sophie Adenot, os americanos Jessica Meir e Jack Hathaway, e o russo Andrey Fedyaev.

“Deixamos a Terra, mas a Terra não nos deixou. Quando observamos nosso planeta de fora, entendemos imediatamente que estamos todos interconectados”, disse Meir.

Os quatro astronautas substituem uma tripulação que retornou à Terra em janeiro, um mês antes do previsto, na primeira evacuação médica da história da estação espacial.

A Nasa, no entanto, não forneceu detalhes sobre a emergência médica que motivou o retorno.

A ISS, um laboratório científico que orbita a 400 quilômetros da Terra, esteve desde então a cargo de uma tripulação mínima de três pessoas.

Os astronautas que decolaram nesta sexta-feira serão alguns dos últimos a viver a bordo da estação espacial.

Tripulada de forma contínua nos últimos 25 anos, a envelhecida ISS está programada para ser empurrada para a órbita terrestre antes de cair em um ponto isolado do oceano Pacífico em 2030.

Da tripulação a caminho da ISS, Fedyaev é o único com experiência prévia na estação espacial.

– Efeitos da microgravidade –

Durante seus oito meses no posto orbital, os quatro astronautas realizarão diversos experimentos, incluindo pesquisas sobre os efeitos da microgravidade em seus corpos.

Meir, que como bióloga marinha estudou animais em ambientes extremos, será a comandante da tripulação.

A ISS tem sido um símbolo do degelo após a Guerra Fria e permanece como uma das poucas áreas de cooperação entre o Ocidente e a Rússia desde que Moscou invadiu a Ucrânia em 2022.

No entanto, a estação espacial também sofreu com as tensões geopolíticas. Em novembro, o cosmonauta russo Oleg Artemyev, que deveria integrar a Crew-12, foi repentinamente retirado da missão.

Segundo meios de comunicação independentes russos, ele tirou fotos e enviou informações confidenciais através de seu telefone.

A agência espacial russa Roscosmos limitou-se a indicar que ele havia sido transferido para outro posto. Seu substituto, Fedyaev, fez parte da Crew-6 em 2023.