O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa nesta terça-feira, 22, na Assembleia Geral das Nações Unidas em um momento de grande turbulência global e para sua presidência. A economia mundial sente os impactos de sua decisão de iniciar uma guerra contra o Irã, enquanto a preocupação com a inteligência artificial (IA) cresce. Dúvidas persistem sobre o futuro da própria ONU, que viu seu apoio financeiro dos EUA reduzido por Trump.

O que aconteceu

  • O discurso de Donald Trump na ONU, nesta terça-feira, 22, acontece em um cenário global complexo, marcado pela guerra contra o Irã e os crescentes impactos da inteligência artificial (IA).
  • A agenda do presidente dos Estados Unidos na Assembleia Geral inclui encontros bilaterais com o Reino Unido, Japão e Venezuela, além de uma reunião com o Conselho de Cooperação do Golfo para tratar da escalada militar no Irã.
  • Trump deve defender sua liderança global e reiterar suas críticas à organização, que ele já classificou como ineficaz em questões de guerra e paz.

Após seu discurso no encontro anual de líderes mundiais, Trump deve se reunir com o novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. Um encontro mais informal com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, também está previsto, de acordo com a Casa Branca.

O presidente estadunidense também tem agendado um encontro com líderes e autoridades de alto escalão de países do Conselho de Cooperação do Golfo. Representantes do Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos discutirão os próximos passos na guerra contra o Irã e a crescente preocupação com os recentes ataques à Arábia Saudita, atribuídos a rebeldes apoiados por Teerã.

Como a guerra contra o irã impacta a política de Trump?

A visita de Trump à ONU ocorre em um momento em que sua política externa, especialmente a decisão de iniciar uma guerra contra o Irã, tornou-se um obstáculo significativo. Essa postura tem afetado as esperanças dos republicanos de manter o controle das duas casas do Congresso nas próximas eleições de meio de mandato. Apesar disso, autoridades do governo indicaram que Trump defenderá em seu discurso a ideia de que o mundo está melhor sob sua liderança.

“Esperamos que o presidente destaque como ele e seu governo enfrentaram de frente problemas complexos ao redor do mundo”, disse o embaixador Mike Waltz, principal representante de Trump na organização internacional, a jornalistas.

Waltz sugeriu ainda que Trump poderá retomar algumas de suas críticas recorrentes às Nações Unidas. O presidente já havia classificado a organização como ineficaz em questões de guerra e paz. Ele afirmou que a entidade perpetua uma “farsa” ao enfatizar a necessidade de enfrentar o aquecimento global e que a ONU promoveu a “invasão” de migrantes na Europa.

A guerra contra o irã domina a agenda da ONU?

No discurso do ano passado na ONU, Trump declarou que os Estados Unidos haviam “demolido” as capacidades nucleares do Irã, após ordenar, em junho de 2025, o bombardeio de três instalações-chave. Agora, ele retorna à Assembleia Geral perto de completar sete meses de uma nova guerra contra o Irã, insistindo que a ação é necessária para enfrentar a ameaça nuclear representada por Teerã.

Da IstoÉ

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