Donald Trump determinou que órgãos do Executivo americano substituam a expressão inteligência artificial por superinteligência. A mudança de nome, porém, não significa que os sistemas existentes tenham alcançado o estágio descrito pelo conceito científico.

O decreto orienta a adoção da nova terminologia nas comunicações oficiais, respeitados os limites legais. Para sua aplicação, o próprio documento utiliza a definição de inteligência artificial já prevista na legislação dos Estados Unidos.

Na quinta-feira (8), Trump afirmou na Truth Social que a Casa Branca considera inimigos aqueles que continuarem usando a expressão tradicional. A declaração ampliou a pressão política pela mudança de nomenclatura.

Por que Trump prefere o termo superinteligência

A preferência apareceu publicamente em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU. Trump afirmou que superinteligência soava melhor e defendeu seu uso para identificar as tecnologias de IA.

A iniciativa ocorre em meio à resistência de comunidades americanas à expansão dos data centers, especialmente pelo consumo de energia e água. A nova expressão procura associar a tecnologia a capacidades mais avançadas, mas o material apresentado não demonstra que a troca tenha melhorado sua percepção pública.

Inteligência artificial e superinteligência têm significados diferentes

A inteligência artificial abrange sistemas capazes de executar tarefas associadas à inteligência humana. Assistentes digitais e ferramentas de tradução são aplicações dessa tecnologia, assim como os sistemas de recomendação de conteúdo.

A superinteligência artificial descreve uma capacidade que ultrapassaria amplamente o desempenho humano em praticamente todas as atividades cognitivas. Isso incluiria criatividade e raciocínio complexo.

O conceito ganhou projeção com Nick Bostrom, autor de Superintelligence: Paths, Dangers, Strategies, publicado em 2014. O livro examina possibilidades e riscos de sistemas intelectualmente superiores aos seres humanos.

Esse estágio permanece hipotético. Os modelos atuais apresentam limitações de raciocínio e confiabilidade, e não há consenso científico sobre quando, ou mesmo se, uma superinteligência será desenvolvida.

Decreto muda a linguagem do governo americano

No decreto onde a nova terminologia foi estabelecida, a determinação alcança departamentos e agências do Executivo federal. O texto orienta seu uso em comunicações públicas e documentos administrativos, sem exigir a alteração de documentos históricos já emitidos.

A medida não impõe a empresas privadas ou cidadãos a substituição da expressão inteligência artificial. O decreto tampouco estabelece penalidades para quem continuar utilizando o termo.

Ferramentas de IA mantêm suas capacidades

Empresas de tecnologia utilizam superinteligência para identificar projetos de pesquisa em sistemas mais avançados. A Meta é um dos exemplos citados no texto original.

Para usuários de ferramentas como ChatGPT e Gemini, a mudança administrativa não altera o funcionamento dos produtos. A adoção de um novo nome pelo governo americano não modifica as capacidades dos sistemas disponíveis.

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