O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, enfrentou nesta segunda-feira um difícil debate no Parlamento em Atenas em torno do plano de reformas que deve ser adotado esta semana para que o país obtenha mais uma parcela da ajuda financeira.

“Buscamos um compromisso honesto com nossos sócios, mas não esperem que firmemos uma rendição incondicional. Esta é a razão pela qual somos atacados sem piedade e porque temos o apoio da sociedade”, disse Tsipras no Parlamento.

Tsipras expôs os pontos do acordo firmado entre Atenas e seus credores no dia 20 de fevereiro, e as perspectivas para se cumprir com as exigências de seus sócios para prorrogar o socorro internacional concedido à Grécia.

O plano grego foi analisado durante o final de semana pelo chamado “grupo de Bruxelas”, integrado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE), União Europeia (UE), Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE) e a própria Grécia.

Tsipras disse que apresentou aos credores uma lista de reformas “reais” que tornarão a Grécia um país “moderno”, e citou a luta contra o contrabando de cigarros e de gasolina, e o combate à fraude fiscal, assinalando que também é necessário renegociar a dívida do país, em torno de 177% do PIB.

O primeiro-ministro destacou que sem um novo pacto “o reembolso será impossível”.

A lista de reformas proposta por Atenas para receber a última parcela, de 7,2 bilhões de euros, inclui um aumento de impostos sobre os salários mais altos e medidas contra a evasão fiscal, além de privatizações, mas mantendo uma participação do setor público nas empresas afetadas.

No momento, os credores da Grécia querem a lista completa das reformas, para poder retomar os créditos ao país, cujos cofres estão vazios.