22/10/2026 - 10:44
A TSMC (TSMC34) está avaliando motores sem terras raras para equipamentos industriais, buscando reduzir o risco de interrupções em suas fábricas provocadas por controles de exportação da China. A iniciativa foi relatada à Reuters por fontes familiarizadas com o assunto.
As conversas com fornecedores ainda estão em estágio inicial. Não houve adoção ampla de equipamentos livres de terras raras, de acordo com pessoas informadas sobre os planos.
Controles da China expõem risco para a produção de chips
Em 2025, a China submeteu determinados materiais de terras raras e ímãs a controles de exportação, exigindo licenças. As restrições alcançaram tecnologias relacionadas ao processamento desses materiais.
Os ímãs de terras raras são usados em motores que movimentam componentes de equipamentos industriais. Essas peças estão presentes em fábricas altamente automatizadas, como as operadas pela TSMC.
Uma escassez poderia interromper a fabricação de chips destinados a smartphones e sistemas de inteligência artificial. As cadeias de centros de dados e defesa também poderiam ser afetadas.
A dependência desses componentes representa uma vulnerabilidade para a indústria global de semicondutores, mesmo quando os materiais não integram diretamente os chips.
TSMC consulta fornecedores sobre motores alternativos
A TSMC, maior fabricante de chips por encomenda do mundo, consultou fornecedores sobre motores livres de terras raras para equipamentos de automação industrial, afirmaram executivos do setor informados pela companhia.
Uma das fontes disse que a iniciativa foi motivada pela preocupação com possíveis interrupções no fornecimento proveniente da China.
A empresa taiwanesa não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters.
Taiwan e Estados Unidos buscam diversificar o abastecimento
Os estudos da TSMC acompanham iniciativas dos Estados Unidos e de Taiwan para reduzir a dependência das cadeias chinesas de terras raras e minerais críticos.
Em junho, Raymond F. Greene, diretor do American Institute em Taiwan, afirmou que Washington trabalha com parceiros para desenvolver fontes alternativas de abastecimento. O esforço inclui ampliar a capacidade de processamento e tornar as cadeias de suprimento mais resistentes a interrupções.
O instituto atua como representação de fato dos Estados Unidos em Taipé.
Taiwan planeja linha piloto para atender demanda doméstica
O ministro da Economia de Taiwan, Kung Ming-hsin, afirmou em fevereiro que o governo apoiará o Industrial Technology Research Institute (ITRI) no desenvolvimento de tecnologias relacionadas a terras raras.
O plano prevê estabelecer, em até três anos, uma linha piloto capaz de atender cerca de 50% da demanda doméstica da ilha.
Autoridades americanas demonstraram interesse no trabalho do ITRI e mantêm conversas com a instituição sobre diversificação do abastecimento de minerais críticos, relatou uma pessoa familiarizada com as discussões. O Departamento de Estado não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.
Em comunicado, o ITRI confirmou que trabalha com o Departamento de Tecnologia Industrial do Ministério da Economia de Taiwan no planejamento de um projeto sobre terras raras. A instituição não divulgou detalhes.
Reuters. Reportagem de Wen-Yee Lee, em Taipé, e Fanny Potkin, em Cingapura.
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