A União Europeia decidiu, nesta quinta-feira, “vincular claramente” seu regime de sanções econômicas contra a Rússia à “implementação completa” dos acordos de paz de Minsk para pacificar o leste da Ucrânia, declarou o chefe do Conselho Europeu, Donald Tusk.

“Temos que manter as sanções até que os acordos de Minsk estejam completamente implementados”, disse em coletiva de imprensa, ao final do primeiro dia da cúpula dos chefes de Estado e de governo da UE, destacando que se prevê que ocorra “por volta do fim de 2015”.

Desde a anexação da península da Crimeia pela Rússia, a UE adotou uma estratégia progressiva de sanções contra Moscou. Com a derrubada de um avião comercial sobre a Ucrânia, em julho de 2014, o bloco decidiu adotar restrições econômicas contra a Rússia, que afetam principalmente o setor financeiro e tiveram um grande impacto na economia russa.

A UE era dividida entre dois grupos: um que impulsionava a prorrogação das sanções nesta cúpula para manter a pressão sobre a Rússia, e uma maioria de países, que queria dar mais tempo para adotar a decisão formal, o que fará em uma próxima cúpula.

As sanções contra a Rússia era um dos pontos centrais desta cúpula europeia, iniciada nesta quinta-feira em Bruxelas.

Os 28 líderes do bloco adotaram uma estratégia para construir uma União Energética, cujo principal objetivo é diversificar suas fontes energéticas e criar um mercado único de energia, desterrando as “ilhas energéticas”, como a península ibérica, através de interconexões transfronteiriças.

Entre as metas também está reduzir a dependência do gás fornecido pela Rússia, que supre 40% da demanda europeia.

O principal ponto da cúpula, no entanto, é a situação crítica na Grécia, cujo premiê, Alexis Tsipras, pediu uma reunião com os dirigentes francês e alemão, assim como com autoridades da UE, para obter um rápido desbloqueio dos fundos de ajuda financeira.