A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, celebrou nesta sexta-feira a escolha do comitê Nobel de conceder o prêmio da Paz ao Quarteto do Diálogo Nacional tunisiano, ressaltando que “mostra o caminho para resolver as crises na região”.

“O Nobel da Paz ao Quarteto do Diálogo Nacional tunisiano mostra o caminho para resolver as crises na região: unidade nacional e democracia”, escreveu Mogherini em sua conta do Twitter.

O Quarteto do Diálogo Nacional tunisiano recebeu nesta sexta-feira o prêmio Nobel da Paz “por sua contribuição decisiva à construção de uma democracia pluralista” após a Revolução de Jasmim de 2011, segundo o comitê Nobel norueguês.

O grupo, composto pelo UGTT, sindicato histórico da Tunísia e símbolo da independência, pela patronal Utica, pela Liga Tunisiana de Direitos Humanos (LTDH) e pela ordem dos advogados, organizou um longo e complicado diálogo nacional entre os islamitas e seus opositores, obrigando-os a tirar o país de sua paralisia institucional.

Mogherini visitou a Tunísia em março junto com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, para reforçar a cooperação com este país atingido por dois mortíferos atentados terroristas dirigidos contra um dos principais setores econômicos do país: o turismo.

A Tunísia, onde a Primavera Árabe começou, é o único país que conseguiu completar sua transição a um sistema democrático.

Reagindo ao prêmio, Tusk felicitou o Quarteto do Diálogo Nacional. O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, disse que o prêmio era “amplamente merecido”.

A comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmstrom, que anunciou nesta semana uma viagem à Tunísia no âmbito das negociações de um acordo comercial com a UE, estimou que o prêmio era “bem merecido”.

“O caminho tunisiano em direção à democracia foi uma fonte de inspiração e esperança para todos nós”, disse Malmstrom à AFP.