03/04/2026 - 14:32
A Galeria Uffizi, um dos ativos culturais mais rentáveis da Itália com faturamento anual de 60 milhões de euros, foi alvo de um ataque cibernético de grandes proporções que comprometeu sua infraestrutura de segurança. O ocorrido demandou medidas drásticas como a transferência de joias valiosas para o Banco da Itália.
Segundo informações reveladas pelo Corriere della Sera, a invasão – ocorrida entre janeiro e fevereiro – permitiu que hackers acessassem mapas internos, códigos de alarme e sistemas administrativos do Palazzo Pitti e dos Jardins Boboli.
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A Galeria Uffizi exibe algumas das obras de arte mais famosas da Itália, incluindo as pinturas “Nascimento de Vênus” e “Primavera”, de Botticelli, juntamente com “Doni Tondo”, de Michelangelo.
Um porta-voz da Galeria Uffizi, que é o segundo museu mais visitado da Itália, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Nem o Ministério da Cultura da Itália nem a assessoria de imprensa central da polícia responderam a um pedido de comentário.
A reportagem do Corriere disse que o diretor da Galeria Uffizi, Simone Verde, se recusou a comentar. Ele disse que a instituição havia reconhecido que os sistemas administrativos haviam sido afetados na época, sem entrar em detalhes.
A notícia do Corriere disse que os hackers se infiltraram na rede do museu no final de janeiro ou início de fevereiro, obtendo acesso aos servidores da Uffizi, do Palazzo Pitti e dos Jardins Boboli.
Os invasores supostamente esvaziaram alguns dos servidores e enviaram um pedido de resgate diretamente para o telefone pessoal de Verde, segundo a reportagem.
De acordo com o Corriere, os hackers obtiveram códigos de entrada, senhas, sistemas de alarme e mapas internos.
O jornal disse que os itens mais valiosos do Tesouro dos Grão-Duques – alojados no Palazzo Pitti, a antiga residência da família Medici – foram transferidos para o banco central como precaução, enquanto algumas portas e saídas de emergência foram lacradas.
O site oficial da galeria diz que, para permitir um trabalho de manutenção extraordinário, o Tesouro dos Grão-Duques no Palazzo Pitti será fechado a partir de 3 de fevereiro até novo aviso, sem dar mais detalhes.
Os hackers também teriam roubado o arquivo digital completo do departamento fotográfico, que contém imagens e documentos acumulados ao longo de décadas, segundo o relatório.
No ano passado, ladrões atacaram o Museu do Louvre de Paris, roubando joias no valor de US$102 milhões que ainda estão desaparecidas.
Em março, três pinturas dos mestres franceses Pierre-Auguste Renoir, Paul Cezanne e Henri Matisse foram roubadas de um museu no norte da Itália.
