O mês de setembro é caracterizado pelas primeiras chuvas do período úmido nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte, além de registrar um aumento da temperatura comparado com os meses anteriores do inverno. Neste ano, o cenário não será diferente. No Sul, também há expectativa para precipitações neste período.

A estação termina no dia 22 de setembro, quando começa a primavera no País.

Regiões Sudeste e Centro-Oeste

No Sudeste e Centro-Oeste, o destaque é para a elevação das temperaturas com relação aos meses anteriores e pancadas de chuva em algumas tardes. “O que vale chamar a atenção é que as primeiras pancadas de chuva do início da primavera tendem a ser fortes, com rajadas de vento e trovoadas, sem atingir a média climatológica”, afirma Celso Oliveira, meteorologista da Tempo OK.

Ele explica que, por ser isolada, a umidade não é abrangente pela região, e por isso, algumas cidades podem ainda registrar umidade baixa, e temperaturas acima do normal, principalmente no interior de São Paulo e de Minas Gerais.

Região Sul

“O mês de setembro na região Sul será marcado por chuvas recorrentes, associadas à passagem de frentes frias e sistemas transientes, já que não há nada que impeça a formação das instabilidades na região”, afirma Oliveira.

Segundo ele, o Paraná terá chuvas acima do normal, especialmente no oeste, enquanto Rio Grande do Sul e Santa Catarina esperam chuvas de médias a um pouco abaixo do normal.

Os modelos climáticos não preveem geada tardia no Sul, o que é positivo para as culturas recém-plantadas, como o milho.

Região Nordeste

No Nordeste, conforme o meteorologista, o tempo será seco e quente no interior, mas as capitais terão chuvas acima da média e temperaturas próximas ao normal, influenciadas por ventos úmidos marítimos.

Região Norte

A região Norte terá algumas áreas ainda com tempo seco, como é o caso do Tocantins, faixa sul do Pará e chuvas frequentes no Amazonas, Acre e Rondônia. “Apesar da chuva mais intensa no Acre, ela ainda não será suficiente para aumentar de forma significativa o nível dos rios no Estado”, projeta Oliveira.