Previsão de clima muito favorável para aplicações financeiras de longo prazo a partir de janeiro de 2005. Até dezembro, o Congresso deverá votar um pacote tributário do Ministério da Fazenda que altera as regras para incidência do Imposto de Renda sobre aplicações financeiras. A idéia é estimular o investidor a manter o dinheiro aplicado por mais tempo. Assim, o governo contribui para a formação de poupança interna e estimula o crescimento de setores críticos como o de previdência. As regras foram lançadas em junho passado por meio de Medida Provisória e agora aguardam a aprovação dos parlamentares.

Entre as mudanças está a nova tabela regressiva de cobrança de IR para os fundos de investimento em títulos de renda fixa. Nela, a alíquota será cobrada da seguinte forma: 22,5% para investimentos resgatados em até seis meses; 20% para saques no período de seis meses a um ano; 17,5% para retiradas no prazo de um a dois anos; e 15% para saídas acima de dois anos. Houve também mudanças na alíquota sobre os planos de previdência. Agora, o imposto poderá variar entre 10% e 35%. ?Em todos os casos, o ganho será maior quanto mais tempo o investidor adiar a transferência de suas aplicações?, diz Ana Cláudia Utumi, sócia do Tozzini, Freire, Teixeira e Silva Advogados.