05/02/2010 - 10:09
Quem passasse pela Times Square, no cruzamento com a Broadway, em Nova York, podia observar no final de janeiro um imenso outdoor com a foto de um casal sorridente, a frase ?Você é minha alma gêmea para sempre? e um endereço na internet para ver mais fotos e vídeos do par durante longos ? e aparentemente felizes ? oito anos e meio de relacionamento. Outros cartazes semelhantes foram espalhados por São Francisco e Atlanta. Como você já deve ter percebido, não se tratava da divulgação de nenhum novo musical. O homem no outdoor, Charles Philips, é copresidente da Oracle, uma das maiores empresas de softwares do mundo, e a moça junto com ele, YaVaughnie Wilkins, não é sua esposa, mas sim sua ex-amante. Muito mais do que apenas uma aparente fofoca corporativa, o episódio escancara o fim da barreira entre vida pessoal e profissional para grandes executivos. ?O fato, sem dúvida, o fragiliza diante dos acionistas e do mercado?, analisa Mário Rosa, autor de dois livros sobre este tema. Isso sem falar no risco que a má conduta de um empresário na vida pessoal pode trazer para a empresa em que trabalha. ?A reputação de uma companhia hoje é essencial para a sua sobrevivência a longo prazo?, observa o consultor de marcas Eduardo Tomiya.
Os efeitos a longo prazo do episódio para a Oracle ainda são difíceis de prever. Na semana passada, a empresa concluiu a aquisição de outra gigante da tecnologia da informação, a Sun Microsystems. Mas seu affair ganhou mais atenção do que o negócio de US$ 7 bilhões. ?Vocês tiveram uma semana mais leve do que a minha?, disse Philips, durante evento para selar o acordo. Ele também reconheceu o caso com Wilkins. Segundo informações da NBC, eles se conheceram quando trabalhavam no banco de investimento Morgan Stanley. Em 2004, sua amante fez curso de jornalismo. Em um artigo, que agora ficou célebre, escreveu: ?Os homens precisam estar cientes das penas devastadoras por cometer o erro de amar uma mulher e em algum momento mudar de ideia.? Philips, agora, já sabe.