14/01/2003 - 8:00
Depois da tempestade vem a bonança e vice-versa. Esse ditado se encaixa perfeitamente no mercado imobiliário. Em 99, o setor saía de uma época de vacas magras para viver um de seus melhores momentos. Faltavam escritórios e salas comerciais para abrigar empresas que cresciam a passos largos. Podia-se alugar e lucrar até 18% ao ano. Passados três anos, veio a tempestade. Hoje, a taxa de vacância dos imóveis (tempo em que ele fica desocupado) subiu de oito meses para 18 meses. ?Historicamente, o mercado imobiliário é cíclico. Vive quatro anos de fartura e quatro anos de baixa?, diz Sandra Ralston, diretora da consultoria Jones Lang La Salle. Ainda assim, surgem boas oportunidades. ?A melhor saída é aplicar em empreendimentos que estão sendo construídos e que ficarão prontos em três anos. Justamente quando o mercado voltará a crescer?, diz Sandra.
A principal vantagem de comprar um imóvel é que trata-se de um investimento seguro. Além disso, estão mais baratos. ?Em comparação com o início do ano passado, estão 13% mais em conta?, diz Paul Weeks, diretor da consultoria Cushman & Wakefield. Na hora de bater o martelo, a melhor opção é escolher imóveis em regiões que estão em expansão. Entre elas: Sorocaba, Campinas e São José dos Campos, todas no interior de São Paulo, com um grande potencial industrial e próximas aos grandes mercados consumidores. ?Galpões em grandes centros industriais continuam sendo bom investimento e rendem 1,5% ao mês?, garante Weeks.
Outro tipo de imóvel que pode seduzir o investidor é o de alto padrão, aquele cujo valor ultrapassa R$ 500 mil principalmente no eixo Rio?São Paulo. ?Devido à desvalorização do real, os preços estão iguais aos de seis anos atrás?, diz Michael Bamberg, proprietário da imobiliária e consultoria paulista Bamberg. As vedetes do mercado classe A são terrenos e imóveis na Zona Sul de São Paulo, como alto da Boa Vista, Jardins e Morumbi. No Rio de Janeiro? As boas oportunidades continuam na Zona Oeste. Mais precisamente Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, uma das únicas regiões para onde o Rio se expande.