Levantamento aponta que uma em cada quatro pessoas que vivem no país se mudou do exterior ou nasceu de pais imigrantes. Em 20 anos, total de pessoas com histórico migratório aumentou de 13 milhões para 21,8 milhões.Mais de um quarto da população alemã tem um “histórico migratório”, de acordo com novos dados divulgados nesta terça-feira (13/04) pelo Departamento Federal de Estatísticas (Destatis) da Alemanha.

No total, 21,8 milhões de pessoas – 26,3% da população de cerca de 83 milhões – imigraram ou são filhos de dois imigrantes.

A análise do Destatis leva em consideração imigrantes de primeira e segunda geração que vivem no país.

Cerca de 16,4 milhões de pessoas, ou 19,8%, são imigrantes de primeira geração que se mudaram para o país por conta própria. O crescimento nessa categoria desacelerou em 2025, aumentando apenas 1,7% em relação a 2024, após altas muito maiores nos anos anteriores.

Outras 5,4 milhões de pessoas (6,5%) são de segunda geração, tendo nascido na Alemanha, filhas de dois imigrantes que se mudaram para o país desde 1950.

As últimas duas décadas testemunharam um aumento particularmente grande em ambas as categorias. Desde 2005, o número de pessoas com histórico migratório aumentou de 13 milhões para 21,8 milhões em 2025 – um aumento de 8,8 milhões, ou 67%, de acordo com o Destatis.

O termo “histórico migratório” usado pela agência não tem o mesmo significado que outro termo comumente utilizado, “origem migratória”, que também inclui imigrantes de segunda geração que têm um dos pais alemão.

Quais nacionalidades estão mais presentes na Alemanha?

Os maiores grupos de origem entre aqueles considerados com histórico de imigração são da Polônia (aproximadamente 1,5 milhão de pessoas), Turquia (~1,5 milhão), Ucrânia (~1,3 milhão), Rússia(~1 milhão) e Síria (~1 milhão).

Entre os jovens imigrantes de 25 a 34 anos, 33% possuem diploma universitário – percentual semelhante ao da população em geral. No entanto, 36% não possuem formação acadêmica, mais que o dobro da média nacional.

Os dados também mostram diferenças claras por faixa etária: 36% das pessoas de 25 a 34 anos têm histórico migratório, contra apenas 14% das pessoas com mais de 65 anos. As pessoas com histórico de imigração são, em média, cerca de 9 anos mais jovens que a média nacional.

Segundo dados de 2024 do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a comunidade brasileira na Alemanha é composta por mais de 186 mil pessoas.