No futuro, a videoconferência será quase tão popular quanto a Internet. Com essa aposta, a companhia norte-americana HQ Global Workplaces acaba de inaugurar no Brasil 11 centros de salas públicas para comunicação por vídeo em alta velocidade, que permitem acesso a qualquer país. Com faturamento de US$ 600 milhões e líder em escritórios virtuais (aqueles usados temporariamente por empresas), com 56 mil unidades espalhadas pelo mundo, a HQ pretende agora avançar no ramo das videoconferências de aluguel. ?Elas permitem barateamento das comunicações. Em vez de pagarem US$ 12 mil somente na compra de um equipamento, as companhias podem fazer uma reunião internacional de uma hora por R$ 450?, explica Mauro Koraicho, presidente da HQ no Brasil. Até poucos meses atrás, somente a Embratel, Intelig, hotéis e alguns centros empresarias no Brasil possuíam salas de aluguel para este tipo de serviço.

A HQ terá em São Paulo quatro centros de videoconferência, interligados com outros oito da própria rede espalhados pelo Brasil e mais 300 no mundo. Estimativas apontam que o negócio de videoconferência pública tem um enorme potencial. Nos EUA, as previsões são de que o setor movimente US$ 160 milhões este ano, 30% a mais do que em 2000. No Brasil, o ramo ainda engatinha: deve atingir R$ 12 milhões em 2001. As perspectivas, porém, são de um crescimento anual por volta de 25%. Os clientes em potencial são agências de publicidade, departamentos de recursos humanos em busca de executivos e instituições do mercado financeiro. Um dos problemas desse negócio é o risco de vazamento de informações confidenciais. Koraicho diz que o sistema é seguro. ?As ligações são digitalizadas e codificadas. Até que um hacker consiga interceptar uma conversa, o encontro já terminou?, diz ele.