São Paulo, 10 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve na quinta-feira, 9, sua estimativa para estoques de milho no país ao fim de 2025/26. A agência estimou as reservas domésticas em 2,127 bilhões de bushels (54,03 milhões de toneladas), sem variação ante a projeção de março. Analistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam um aumento para 2,143 bilhões de bushels (54,43 milhões de toneladas).

Quanto aos estoques domésticos de soja ao fim de 2025/26, a agência também manteve sua estimativa, em 350 milhões de bushels (9,53 milhões de toneladas), enquanto os analistas esperavam uma redução para 348 milhões de bushels (9,47 milhões de toneladas).

A estimativa do USDA para reservas de trigo foi aumentada de 931 milhões para 938 milhões de bushels (25,34 milhões para 25,53 milhões de toneladas). O mercado projetava uma redução para 921 milhões de bushels (25,07 milhões de toneladas).

Estoques mundiais

O USDA reduziu sua projeção para estoques mundiais de soja ao fim de 2025/26, de 125,3 milhões para 124,8 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava um aumento para 125,5 milhões de toneladas.

Para o milho, a estimativa foi aumentada de 292,8 milhões para 294,8 milhões de toneladas. Os analistas esperavam um aumento menor, para 293,2 milhões de toneladas. As reservas globais de trigo passaram de 277 milhões para 283,1 milhões de toneladas, enquanto os analistas esperavam 277,3 milhões de toneladas.

Brasil e Argentina

O USDA manteve sua previsão para a produção de milho no Brasil em 2025/26, em 132 milhões de toneladas. A estimativa de exportações ficou inalterada em 43 milhões de toneladas. Os números constam do relatório de oferta e demanda de abril. Analistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam um aumento da produção para 132,5 milhões de toneladas. Para a safra 2024/25, a estimativa de produção foi mantida em 136 milhões de toneladas, mas os embarques foram reduzidos de 42,24 milhões para 42,08 milhões de toneladas.

Para a Argentina, a produção de milho em 2025/26 foi mantida em 52 milhões de toneladas, enquanto a estimativa de exportações permaneceu em 37 milhões de toneladas. A expectativa do mercado era de um leve aumento na produção, para 52,2 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa de produção ficou inalterada em 50 milhões de toneladas, e a de embarques passou de 29 milhões para 29,07 milhões de toneladas.

Quanto à soja, a estimativa para a produção no Brasil em 2025/26 foi mantida em 180 milhões de toneladas. Analistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam uma redução para 179,8 milhões de toneladas. A estimativa de embarques passou de 114 milhões para 115 milhões de toneladas. Para a temporada 2024/25, a projeção de safra foi elevada de 171,5 milhões para 172,50 milhões de toneladas, com embarques mantidos em 103,14 milhões de toneladas.

Para a Argentina, o USDA manteve a produção de soja em 48 milhões de toneladas no ciclo 2025/26, enquanto o mercado esperava 48,1 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa foi mantida em 51,11 milhões de toneladas.

*Com informações da Dow Jones Newswires