Depois de conseguir renegociar sua dívida com seus principais credores, ganhando mais fôlego financeiro, a Usiminas encerrou o terceiro trimestre com dívida líquida de R$ 4,608 bilhões, queda de 19% em relação ao observado um ano antes. Ante junho houve um aumento de 2%, informou a siderúrgica mineira.

“Esta nova composição é resultado da conclusão da renegociação da dívida de aproximadamente 92% da dívida total da Companhia, que obteve prazo total de 10 anos, dos quais 3 anos de carência”, frisa a Usiminas no documento que acompanha o seu demonstrativo financeiro.

Já a dívida bruta da Usiminas no terceiro trimestre do ano soma R$ 6,948 bilhões, recuo de 14% ante o visto um ano antes e recuo de 4% sobre o segundo trimestre deste ano.

A Usiminas, conforme seu balanço, possui à frente um vencimento de R$ 558 milhões em 2018, lembrando que a empresa já informou que irá estudar alternativas para seus bond emitidos no exterior. Tendo em vista o período de carência negociado com seus credores, há ainda um vencimento de R$ 86 milhões em 2019, de R$ 403 milhões em 2020, de R$ 744 milhões em 2021, de R$ 1,070 bilhão em 2022, de R$ 1,068 bilhão em 2023, de R$ 1,068 bilhão em 2024, de R$ 1,067 bilhão em 2025 e de R$ 790 milhões em 790 milhões.

É importante destacar que entre as cláusulas do acordo com seus credores está a obrigação da empresa de liberação de ao menos R$ 700 milhões do caixa da sua controlada Mineração Usiminas (Musa) até o fim de junho de 2017. A companhia já informou que teria iniciado essas conversas nesse sentido.

Caixa

O caixa da Usiminas ao fim do terceiro trimestre do ano alcançou R$ 2,34 bilhões, queda de 2,4% na comparação anual e recuo de 14% na trimestral. No segundo trimestre do ano a companhia recebeu uma injeção de caixa de R$ 1 bilhão de seus acionistas. Desse caixa, a Usiminas não tem acesso a R$ 1,3 bilhão, que está detido na Musa.

Já o resultado financeiro da Usiminas no terceiro trimestre do ano ficou negativo em R$ 159,277 milhões, ante uma perda financeira de R$ 820,075 milhões no mesmo intervalo do ano passado. No segundo trimestre, por outro lado, beneficiada pela variação cambial, a Usiminas registrou um ganho financeiro de R$ 114,6 milhões.