O ministro Valdir Simão lançou na manhã desta quarta-feira, 4, o  Programa de Integridade do Ministério do Planejamento, Orçamento e  Gestão, com o objetivo de inibir desvios de conduta que possam levar a  corrupção ou fraude na própria pasta. De acordo com o assessor especial  de Controle Interno do Ministério, Rodrigo Fontenelle, que apresentou as  ações, a ideia é assegurar a entrega dos resultados.

A  base para implementação do programa foram três guias lançadas pela  Controladoria-Geral da União (CGU) sobre o tema. Na solenidade, o  ministro Simão afirmou que o objetivo do programa é garantir uma  ”conduta ética” à instituição, além de inspirar outros ministérios e  órgãos a seguir o mesmo caminho. “Precisamos adotar mecanismos que  protejam a instituição quanto ao desvio de conduta”, disse.

Para  viabilizar o programa, o Planejamento contará com um código de conduta  para orientar seus servidores, um canal de denúncias, um plano de  capacitação e educação continuada e rotatividade de cargos. “No  Programa, a leitura tem que ser feita junto com o risco de integridade”,  disse Fontenelle, antes de avaliar que as análises têm que ocorrer  levando em consideração os cargos e as funções desempenhadas pelos  servidores.

O Planejamento está realizando também outros  procedimentos e levantamentos no âmbito do programa para garantir  efetividade às ações, como avaliação das declarações de bens dos  servidores, verificação de conflito de interesses e identificação sobre  presença de nepotismo no órgão. Segundo Fontenelle, em 2015, houve  apenas quatro consultas de verificação de conflito de interesse. “Esse é  um trabalho que já vem acontecendo”, disse. “A ideia é que ações  preventivas conseguissem evitar irregularidades. As pessoas têm que ser  punidas por meio de medidas disciplinares”, acrescentou.

O  ministro da pasta avaliou que o programa não é para “caçar corruptos”,  mas para inibir práticas irregulares, podendo identificar os autores.  ”Os programas de integridade não têm como objetivo eliminar a corrupção,  mas têm como objetivo garantir que aquela organização tenha  procedimentos que inibam a prática de corrupção e, se acontecer, possa  ser identificada e tenha seus responsáveis punidos”, afirmou.

Para  o ministro da CGU, Luiz Navarro, as empresas que têm programas robustos  de compliances se diferenciam das que não têm. “Não dá para uma empresa  pregar integridade todos os dias e ao mesmo tempo seus dirigentes  fazerem essas atividades corruptas cotidianamente”, afirmou Navarro.

Simão  elogiou o trabalho da CGU, que tem incentivado a criação de programas  de integridade. “Minha expectativa é que cada órgão adote seus programas  de integridade customizados”, disse Simão.