28/04/2026 - 20:00
A Vale divulgou nesta terça-feira, 28, o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2026, com registro de EBITDA Proforma (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 3,9 bilhões. O valor representa uma alta de 21% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado foi acompanhado pelo aumento no volume de vendas em todos os segmentos e pela valorização dos preços das commodities no mercado internacional.
O lucro líquido proforma, convertido para a moeda nacional, subiu de R$ 8,6 bilhões para R$ 10 bilhões no período. Em dólares, o crescimento ante o primeiro trimestre de 2025 foi de 29%, de US$ 1,5 bilhão para US$ 1,9 bilhão. Os investimentos de capital somaram US$ 1,1 bilhão, em conformidade com a projeção anual estabelecida entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões.
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O resultado da mineradora veio um pouco abaixo da expectativa de analistas, de US$ 2 bilhões, conforme dados compilados pela LSEG.
Na unidade de metais básicos, o EBITDA subiu de US$ 600 milhões para US$ 1,2 bilhão em um ano. No segmento de minério de ferro, o EBITDA somou US$ 2,9 bilhões, com alta de 72% nos prêmios all-in na comparação trimestral.
O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que os dados refletem a execução de projetos estratégicos. “Entregamos um início sólido em 2026, refletindo nossa execução disciplinada, excelência operacional e o contínuo desenvolvimento de projetos estratégicos em todo o nosso portfólio. “Continuamos a colher os benefícios de nossas iniciativas de otimização de ativos, resultando em maior produção e menores custos”, declarou o executivo.
O volume de vendas de minério de ferro cresceu 4% (2,6 milhões de toneladas extras), enquanto o cobre avançou 11% e o níquel 15%. O preço realizado do minério de ferro atingiu US$ 95,8 por tonelada, alta de 6%. O cobre teve valorização de 48%, cotado a US$ 13.143 por tonelada, e o níquel subiu 6%, para US$ 17.015 por tonelada.
A valorização do real frente ao dólar, com queda de R$ 0,60 na cotação anual, impactou o custo caixa C1 do minério de ferro, que subiu 12%, para US$ 23,6 por tonelada. Em contrapartida, o custo all-in do cobre recuou para US$ -642 por tonelada, influenciado por receitas de subprodutos.
A dívida líquida expandida encerrou o trimestre em US$ 17,8 bilhões, um acréscimo de US$ 2,2 bilhões sobre o trimestre anterior. De acordo com a companhia, o movimento decorre do pagamento de remuneração aos acionistas, sendo parcialmente compensado pela geração de caixa. No âmbito do programa de recompra iniciado em fevereiro de 2025, a Vale adquiriu US$ 74 milhões em ações próprias entre janeiro e março.
Com informações da Reuters
