O empresário Eike Batista, oitavo homem mais rico do mundo segundo a última edição da revista Forbes, está mais pobre. O valor de mercado das cinco empresas do grupo listadas em bolsa ? OGX, OSX, LLX, MMX e MPX ? encolheu R$ 11,5 bilhões nesta segunda-feira, 18 de abril.

A causa do prejuízo foram as quedas na maior empresa de Eike em capitalização, a petrolífera OGX. O fechamento preliminar do papel foi a R$ 16,48, uma baixa de 16,1% em relação ao fechamento da sexta-feira. A queda foi tão forte que contaminou outras empresas do grupo e chegou a azedar um pouco mais o humor do mercado como um todo.

O que derrubou as ações foi um relatório divulgado na noite da sexta-feira pela consultoria americana DeGolyer & MacNaughton, conhecida como D&M, especializada em cálculo de reservas de petróleo. Pelo relatório da D&M, as reservas contingentes da OGX seriam de 3 bilhões de barris, um bilhão a menos do que os 4 bilhões de barris estimados anteriormente. As estimativas dos barris potenciais subiram 58%, de 6,8 para 10,8 bilhões de barris, mas mesmo assim os investidores ficaram decepcionados com os resultados. ?O mercado vinha esperando reservas maiores, e a confirmação da retração das estimativas disparou um forte movimento de vendas do papel?, diz Osmar Camilo, analista da corretora paulista Socopa.

Segundo os especialistas em petróleo, há, grosso modo, três grandes classificações para as reservas de uma empresa. As reservas comerciais são as que têm sua existência mais conhecida e seu valor mais calculado. Abaixo destas existem as reservas contingentes, que são as que caíram no caso da OGX. E, com menos certeza, há as reservas potenciais, que subiram. Somando-se os acréscimos e subtraindo-se as perdas, as estimativas do mercado são bem piores do que eram na sexta-feira.

Procurado, o grupo EBX informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não havia porta-voz disponível para comentar os dados.

 

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