A ultradireitista Frente Nacional (FN), que liderou os resultados em seis das 13 regiões da França no domingo, durante o primeiro turno dos comícios regionais, espera ganhar a presidência em várias delas no dia 13 de dezembro.

A seguir, os principais pontos do segundo turno:

NORTE, PROVENÇA E ALSÁCIA: TRÊS OBJETIVOS-CHAVE PARA A FN

A FN obteve seus melhores resultados nas regiões em que se apresentaram suas principais figuras: Marine Le Pen, presidente do partido; Marion Maréchal-Le Pen, sua sobrinha e neta do líder histórico da extrema direita, Jean-Marie Le Pen, e Florian Philippot, vice-presidente e considerado o estrategista da FN.

Na região de Nord-Pas-de-Calais, Marine Le Pen enfrentará o candidato da oposição de direita, o ex-ministro Xavier Bertranf (Os Republicanos), ao que ultrapassou amplamente no primeiro turno (40,64% e 24,96%, respectivamente).

Bertrand espera atrair votos da esquerda após a saída do candidato socialista, Pierre de Saintignon (18,12%), e a eliminação dos ecologistas e comunistas – que não alcançaram os 10% de votos necessários para passar ao segundo turno – e que farão oposição à FN.

Na região da Provença-Alpes-Costa Azul (sudeste), a configuração é a mesma: Marion Maréchal-Le Pen também obteve mais de 40% dos votos no primeiro turno, passando o candidato de direita, o prefeito de Nice, Christian Estrosi (26,48%), e a lista socialista se retirou.

Mas ela tem uma vantagem a mais: para Estrosi, será difícil atrair os votos dos eleitores da esquerda (23%, somando os resultados do Partido Socialista e de outras listas de esquerda), pelo fato de que, já há algum tempo, tem assumido posições de direita mais duras.

Na região da Alsácia-Champanhe-Ardena-Lorena (nordeste), Florian Philippot obteve 36% dos votos e pode esperar uma vitória, dado que o segundo turno será triangular. O candidato socialista, em terceira posição, recusou-se a acatar a ordem de seu partido e manteve sua lista.

REGIÕES DE RESULTADO INCERTO

O resultado do segundo turno é incerto em outras três regiões em que a FN liderou até agora, mas que contarão com três candidatos no segundo turno e, em uma quarta, em que teve uma vitória acirrada o candidato de oposição da direita.

Em Borgonha-Franco-Condado (leste), a FN ultrapassa por sete e oito pontos a direita e os socialistas, mas poderia se beneficiar com o mantimento de seus dois adversários.

Em Languedoque-Rossilhão-Sul-Pirineus, o Partido Socialista (PS) esperar permanecer na região graças a uma forte reserva de votos de outras listas de esquerda e o mantimento da direita, embora tenha sido ultrapassado amplamente no primeiro turno pelo candidato da FN.

A situação é muito semelhante na região do Vale de Loire.

Finalmente, a Normandia é a região em que o resultado é mais incerto, dado que os candidatos de direita, da FN e dos socialistas obtiveram resultados mais próximos no primeiro turno.

COMBATE ESQUERDA-DIREITA NAS REGIÕES DE PARIS E LYON

Apesar de ter ficado para trás no primeiro turno, o PS tem esperanças de vencer na região de Paris (Ilha da França), que governa há 17 anos, atraindo os votos de outras listas de esquerda, no segundo-turno, que totalizarão mais de 16%.

Na região leste, em que Lyon é a capital (Auvérnia-Ródano-Alpes), a direita lidera os resultados do primeiro turno, mas também com menos reservas de votos possíveis em relação aos socialistas.

Nos dois casos, a FN também mantém seus candidatos.