Nesta semana, um seleto grupo de 40 executivos, pinçados nos 120 países onde o McDonald’s Corporation atua, tem um encontro marcado no quartel-general da companhia, em Oak Brook (EUA). A pequena cidade será a primeira escala de uma viagem ao redor do planeta em busca de idéias para ampliar o menu da empresa. E não se trata apenas de novos sanduíches, molhos ou saladas. O que está em jogo é uma mudança no cardápio de negócios da companhia que fatura US$ 40 bilhões por ano.

O McDonald’s agora tem hotéis, restaurantes com garçons, pizzaria, cafeteria, enfim, muito mais que Big Macs. Diversificação virou o prato principal e por isso o ?grupo de notáveis? está formado. Por trás da iniciativa, duas razões: aumentar em 50% o valor de mercado da companhia nos próximos dez anos e reduzir a dependência do hambúrguer, carro-chefe da rede dos arcos dourados.

Na tropa que vai em busca de novas oportunidades está o brasileiro Ronaldo Marques, um dos poucos sul-americanos a ganhar tal honraria. E não é ao acaso. No últimos anos a filial brasileira ganhou na corporação a fama de laboratório de idéias. Virou referência ao apresentar ao mundo, por exemplo, quiosques de sorvetes e o recém-criado McCafé. ?São inovações como essas que mantêm a modernidade da marca?, avalia Marcel Fleischmann, presidente do Mc Donald’s do Brasil.