O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou nesta sexta-feira que trabalha com o Catar em um acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo com alguns dos produtores mais importantes para estabilizar o mercado global de petróleo.

“Temos grandes esperanças de que uma nova aliança entre a Opep e outros países exportadores de petróleo permita estabilizar o mercado, não só para este semestre que vem mas também para os anos que estão por vir”, disse Maduro a jornalista no palácio presidencial de Miraflores, acompanhado do Emir do Qatar, Tamim bin Hamad Al Zani.

O mandatário venezuelano insistiu que o petróleo nos mercados globais deve ter um preço em torno de 100 dólares o barril, valor, segundo ele, “já havia sido assimilado pela economia mundial”.

Acrescentou que “o maior interesse da Venezuela e da Opep é que o preço (do petróleo) pudesse se estabilizar em torno dos 100 dólares no médio prazo”.

A queda dos preços do petróleo, que no caso venezuelano passou de 100 dólares o barril, em média, no final de junho de 2014 a pouco mais de 38 dólares em janeiro de 2015, reduziu à metade as receitas do país, que obtém 96% de suas divisas das exportações petrolíferas.

Em Nova York, o preço do “light sweet crude” (WTI) perdeu mais da metade do seu valor entre junho de 2014 e início deste ano. Desde meados de março subiu cerca de 40%, e o petróleo é negociado em torno dos 60 dólares o barril.

A Opep rejeitou em novembro limitar sua produção de petróleo, com alguns países, como Arábia Saudita, baixando inclusive seus preços para consolidar suas participações de mercado. A próxima reunião do cartel -integrado por 12 países produtores e exportadores de petróleo, entre eles Equador e Venezuela- acontecerá em três semanas.

No encontro bilateral em Caracas os mandatários também acordaram vários projetos em matéria petroleira, petroquímica, gasífera e turística, disse Maduro sem dar detalhes.