A Venezuela registra 4.700 casos suspeitos de pacientes contaminados  com o zika vírus, informou nesta quinta-feira a ministra da Saúde,  Luisana Melo, no primeiro balanço oficial sobre a doença no país  caribenho.

“Temos relatos de 4.700 casos suspeitos de zika na Venezuela, são  pacientes que apresentavam os sintomas”, disse o ministro a repórteres  no lançamento em Caracas de um plano para a eliminação de criadouros de  Aedes aegypti, transmissor do vírus.

Mas Melo disse que como as manifestações iniciais da doença são  ”suaves”, três em cada quatro pacientes não procuram atendimento médico,  por isso “provavelmente há sub-notificação dos casos suspeitos”.

O funcionário também disse que não existe ainda “nenhum caso  associado de microcefalia que possamos relacionar ao zika”. Os  cientistas ainda não encontraram possíveis ligações entre esta  malformação e do vírus em crianças em gestação.

Melo também informou sobre 90 casos de síndrome de Guillain-Barre,  mas disse que não está provado qualquer relação com o zika. Este  síndrome é uma doença auto-imune que se manifesta como uma ligeira  paralisia, progressiva, dos membros.

Dada a escassez de medicamentos e suprimentos médicos no país, a ministra garantiu os tratamentos para a gestão da doença.

O governo venezuelano não costuma dar números sobre questões de saúde  ou escassez de medicamentos, a tal ponto que o boletim semanal de  epidemiologia deixou de ser publicado em outubro de 2014.