10/11/2000 - 8:00
Ela desembarcou em fevereiro deste ano sem fazer muito barulho. Associou-se a uma empresa local, a Klabin, para testar o mercado. E gostou. Agora, a norueguesa Norske Skog, uma das maiores fabricantes internacionais de papel imprensa, decidiu: investirá sozinha cerca de US$ 500 milhões numa fábrica no País. A unidade estará pronta assim que terminar o contrato com a Klabin, em 2002. No próximo dia 6 de dezembro, o presidente mundial da Norske Skog, Jän Evinass, reúne-se na matriz com os diretores do grupo para acertar os últimos detalhes do negócio. Até lá, deverá estar definido, por exemplo, o local onde a unidade será instalada. No momento, os executivos estão divididos entre o Rio de Janeiro, pela proximidade com os grandes centros de consumo do produto, e o Paraná, onde a produção de fibra vegetal, matéria-prima do papel imprensa, é mais abundante. ?O início da construção está previsto para maio de 2001?, diz a diretora Anne Marie Royert.
Com o empreendimento, o Brasil ganha importância no mapa de investimentos de uma das maiores companhias do mundo em papel e celulose. Desde que adquiriu, em abril, a concorrente Fletcher, da Nova Zelândia, a Norske Skog, que ocupava a 37ª colocação no ranking de papel e celulose, passou a fazer parte do grupo das 15 maiores do setor. As vendas anuais pularam de US$ 2,2 bilhões para US$ 3,8 bilhões. Às nove fábricas espalhadas pela Europa, somou outras 14 unidades distribuídas principalmente pela Ásia e Canadá. No Brasil, a empresa mantém duas fábricas, uma própria e outra em sociedade com a Klabin. ?A capacidade de produção é crescente?, afirma o diretor de produção e vendas da Norske Skog Klabin, Ivo Luis Pasinato. Atualmente, a produção chega a 270 mil toneladas anuais. Com a nova unidade da Norske no Brasil, a capacidade sobe para 470 mil toneladas por ano.