Em um mercado dominado por duas gigantes multinacionais (Accor e Sodexho) e uma empresa brasileira de tradição (a VR), a novata Visa Vale conseguiu uma façanha. Em apenas 18 meses, apoderou-se de 29% do setor de vales-benefício, que movimenta R$ 8,2 bilhões por ano no Brasil. Recém-tirado do forno, o balanço de 2004 revela que a companhia controlada por Banco do Brasil, Bradesco, Real e Visa dobrou seu faturamento, alcançou a marca de 2 milhões de cartões vendidos e caminha rapidamente para dominar um terço do setor onde atua.

?Para decolar neste mercado, precisávamos de produtos diferentes, de uma boa rede de estabelecimentos e de um modelo de gestão inovador?, diz Newton Neiva, presidente da Visa Vale. Os produtos são os cartões para pagamento eletrônico de compras no supermercado e refeições fora de casa, substitutos para os vales refeição de papel. A rede afiliada já conta com 87 mil estabelecimentos. E o modelo de gestão é uma radicalização do conceito de outsourcing, com a terceirização da força de vendas (os produtos são comercializados nas 7,5 mil agências dos bancos sócios) e do processamento das transações, que está a cargo da Visanet. Com isso, a Visa Vale atende 15 mil clientes, de microempresas à Vale do Rio Doce, com apenas 80 funcionários. ?Nosso modelo deu certo?, diz Neiva. ?Tiramos o setor do marasmo?, tripudia ele.