Os Estados Unidos voltaram a advertir o regime sírio, nesta segunda-feira, para que não ameace com sua aviação as tropas da coalizão internacional que combatem o grupo Estado Islâmico na Síria.

“Vamos defender nosso pessoal no terreno”, declarou Peter Cool, porta-voz do Pentágono. “Seguiremos aconselhando o regime sírio a se manter distante destas zonas”.

Na semana passada, Washington efetuou uma primeira intervenção contra o regime sírio ao enviar aviões para a região de Hasaka – nordeste da Síria – para proteger forças especiais que assessoram combatentes curdos, bombardeados durante dois dias pela aviação do regime de Bashar al-Assad.

“Não é uma zona de exclusão aérea, mas o regime sírio deve ter prudência e evitar regiões onde atuam as tropas da coalizão”, disse Cook.

O secretário americano de Estado, John Kerry, e a candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, se declararam a favor de estabelecer uma zona de exclusão, mas o presidente Barack Obama se mostra reticente em comprometer recursos para uma medida deste tipo.

Segundo Cook, esta advertência envolve igualmente os aviões russos. “Se ameaçarem as tropas americanas, teremos o direito de nos defender”.