10/12/2010 - 7:29
Mensagens da diplomacia americana vazadas pelo site WikiLeaks descrevem o então presidente hondurenho, Manuel Zelaya, como um “adolescente rebelde, errático e sinistro”, que queria “enriquecer” e governava rodeado de gente ligada ao “crime organizado”.
Telegramas enviados a Washington pelo então embaixador americano em Tegucigalpa, Charles Ford, meses antes do líder hondurenho ser derrubado por um golpe de Estado, em junho de 2009, informam que “existe um Zelaya sinistro, cercado por alguns assessores vinculados tanto à Venezuela e a Cuba quanto ao crime organizado”.
“Sou incapaz de informar Zelaya sobre questões delicadas envolvendo segurança e combate ao narcotráfico por temer colocar em risco a vida de funcionários americanos”.
Segundo o diplomata, o principal objetivo de Zelaya era “enriquecer”, mas se apresentava como um “mártir que tentou obter justiça social para os pobres” e fracassou diante de “interesses poderosos não identificados”.
Sua estratégia “é a intimidação e o assédio, e está cada vez mais cercado por gente ligada ao crime organizado”, revela um dos despachos.
Zelaya é um “adolescente rebelde, errático e sinistro (…) cujas opiniões mudam de um dia para o outro, dependendo de seu humor ou de quem ouviu na última hora”.
fj/LR