O Yahoo! desistiu nesta quarta-feira de ceder sua participação de 15% no gigante chinês de comércio on-line Alibaba, e busca criar uma nova empresa para onde transferirá todos os seus outros ativos, abrindo caminho para uma cessão de suas atividades tradicionais.

“Os ativos e passivos do Yahoo!, além da participação no Alibaba, serão transferidos a uma empresa recém constituída, cujo capital será distribuído entre os acionistas do Yahoo!, resultando duas firmas separadas”, afirmou o grupo em comunicado.

O motivo da decisão é evitar que seus acionistas tenham que pagar bilhões de dólares em impostos, explicou o Yahoo!, depois que a Receita americana se recusou a se pronunciar sobre a operação.

No longo prazo essa decisão permitirá a venda do portal de internet, criado em 1994, que sofreu o duro golpe da concorrência da Google.

A participação do Yahoo! no Alibaba vale cerca de 30 bilhões de dólares.

O defensores da divisão da principal atividade do Yahoo! argumentam que a separação revelará o valor deste ramo, que até hoje não foi levado em conta na valorização bursátil do grupo, que só reflete o valor de seus ativos asiáticos no Alibaba ou no portal Yahoo Japan.

Ninguém duvida que serão muitos os pretendentes para comprar o Yahoo!. O buscador do portal continua sendo um dos mais visitados na web, após o Google e o Facebook. E, com seu serviço de e-mail e seu site de notícias Yahoo News, a marca Yahoo! teve nada menos do que 210 milhões visitantes em outubro nos Estados Unidos, segundo dados da comScore.

“O conselho de administração não decidiu vender a empresa nem nenhuma de suas atividades”, informou nesta quarta-feira o presidente da empresa, Maynard Webb.

A empresa tem tentado uma revalorização com a diretora-executiva Marissa Mayer, há três anos no cargo, mas o núcleo de suas operações tem ganho pouco ou nenhum valor e já existem rumores de que ela poderá deixar o posto.

Após o anúncio da mudança estratégica do Yahoo!, Webb garantiu que Mayer conta com a confiança do conselho de administração.

“Totalmente”, respondeu Webb na rede de tv americana CNN, quando lhe preguntaram se Mayer “ainda tem a confiança do conselho”.

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